domingo, 5 de agosto de 2018

Venham a mim



Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Mateus 11.28

Quando uma pessoa nasce de novo ou se arrepende de seus mais terríveis pecados, sua atitude em relação a Jesus sofre uma mudança. Jesus passa a ser o centro e a coisa mais importante da vida dela. Antes do novo nascimento ou do verdadeiro arrependimento, centenas de coisas eram, aparentemente, mais importantes e atraentes: saúde, família, amigos, trabalho, esportes, música, sexo, comida, etc… mas quando Deus concede a mudança radical de mentes e corações através do arrependimento, Jesus passa a ser o nosso maior tesouro.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Richard Baxter e o ministério pastoral hoje

Por Fernando Corrêa Pinto 



O objetivo deste texto é buscar em Richard Baxter ensinamentos que possam contribuir para a superação dos desafios pastorais atuais. 
Analisando alguns ensinamentos do autor, aquilo que mais podemos aprender com Richard Baxter em relação ao ministério pastoral hoje está ligado ao o zelo e dedicação que ele teve em relação ao chamado. Baxter lembra que o ministério deve ser realizado para Deus e para o seu povo. O objetivo errado pode fazer com que o serviço pastoral seja arruinado e, neste caso, o serviço passa a beneficiar a nós, e não a Deus e às pessoas. Para ele, o interesse próprio, que em muitos casos visa lucro, torna-se uma escolha infeliz. A autonegação, ou seja, priorizar os outros em detrimento de nós, é para todo cristão e se trata de um princípio básico e necessário para realização do chamado pastoral. Para ele, é importante que no ministério, priorizemos sempre o outro na medida de nossas forças. Baxter defende que o exercício do chamado pastoral motivado por interesse próprio pode ser um atentado para a própria consciência do líder e ainda consiste em uma escravidão para sua vida.

Desafio pastoral hoje

Por Fernando Corrêa Pinto 

 O século 20 testemunhou um colapso do consenso cristão que manteve a cultura ocidental coesa durante séculos. A secularização empurrou as igrejas para a marginalidade cultural em muitos países e hoje falar de Deus é considerando politicamente incorreto.
Ser responsável pelo serviço pastoral atualmente consiste em um trabalho mais difícil do que em qualquer época.
O relativismo moral e a visão secular afetam profundamente a obra da igreja e de seus ministérios. A sociedade experimenta grandes mudanças de forma muito acelerada. De acordo com um levantamento da revista Christianity Today (Cristianismo Hoje), 66% dos norte americanos já possuem uma visão profundamente secularizada e se consideram relativistas em relação ao cristianismo.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Hermenuêtica

                 
             Por Fernando Corrêa Pinto             
                              

 Introdução



É muito comum encontrarmos tanto em meios acadêmicos quanto eclesiásticos a fala de que a bíblia é difícil de se interpretar. Além disso, a leitura de alguns livros de hermenêutica reforçam esta tese quando dão demasiada atenção aos problemas de interpretação. A bíblia é um livro que pode sim, ser compreendido por todos que se dedicarem a sua leitura e se esforçarem a compreendê-la dentro de seu contexto. A própria bíblia reforça esta tese (1 Co 2,11; 1 Jo 2,27).
É bem verdade que o entendimento das escrituras se dá de forma diferenciada a de um texto comum. Devemos ver o texto de forma semelhante a que entendemos a carta de um amigo. É importante lidar com o texto como uma carta escrita em um contexto e tempo da história. Isso pode ser chamado de exegese histórico-gramatical.
A reflexão apresentada neste texto é muito importante pelo fato de considerar que a interpretação bíblica só se dá quando o indivíduo estuda hermenêutica cuidadosamente. A interpretação acontece desde o momento que o indivíduo usa sua experiência de leitura. Isso acontece na família, na igreja, na escola e na vida.
A proposta aqui apresentada é mostrar que a hermenêutica pode favorecer a assimilação do texto bíblico e a entender que a sua interpretação se dá de forma instantânea.


terça-feira, 24 de março de 2015

Vida e obra de Richard Baxter

Por Fernando Corrêa Pinto

De acordo com James Innell Packer, Richard Baxter foi um líder, escritor e pastor da Igreja da Inglaterra. Nascido em 12 de novembro de 1615, em Rowton, Solape, foi educado na Escola Livre de Doninton, em Wroxeter sob orientação particular. Em 1638, foi ordenado diácono pelo Bispo de Worcester. Em 1639, tornou-se diretor da Escola de Richard Foley e vigário de Bridgenorth onde permaneceu até 1640. De 1641 a 1642, foi vigário predicante de Kidderminster e, após um período de trabalho como capelão no exército, retorna e se torna vigário de Kidderminster no ano de 1647, permanecendo até 1661. Casou-se com Margaret Charlton em 1636. Foi preso em Clerkenwell durante uma semana em 1636 e, em Southwark, por 21 meses no ano de 1685 e 1686. Baxter morreu em 8 de dezembro de 1691.

Estudo sobre os Puritanos


Pesquisa realizada em 2011
Por Fernando Corrêa Pinto



O surgimento do puritanismo

Frequentemente vemos o nome de William Tyndale aparecendo como o primeiro puritano, como afirma David Martyn Lloyd Jones  “O puritanismo, estou disposto a asseverar com Knappen em sua obra Os Puritanos, realmente começou a manifestar-se em William Tyndale, e nos idos de 1524.” [1]
Essa afirmativa do autor representa o puritanismo como uma mentalidade, como uma atitude e um espírito que começou a se mostrar em Tyndale. Ele tinha um ardente desejo de que o povo comum pudesse ler as Escrituras Sagradas. Com isso, Tyndale lança uma tradução da Bíblia sem a autorização dos bispos. Outra ação bastante incomum na época foi retirar-se da Inglaterra e ir para Alemanha sem a autorização real. Estas eram atitudes freqüentes entre os puritanos segundo, Lloyd-Jones.[2] 

quinta-feira, 19 de março de 2015

O Desafio do Plantio de Igrejas

Por Fernando Corrêa Pinto 

“separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At.13:2)
Plantar igrejas não deve ser definido “simplesmente” em termos de treinamento e habilidade, mas sim pelo poder e desejo de Deus em salvar os perdidos. Neste sentido é importante mencionar dois conceitos básicos. O primeiro consiste em lembrar que a missão é de Deus, e para que ela seja realizada, é necessário que Deus esteja na direção. Desta forma é

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Missões e Cultura

  
 Escrito por Fernando Corrêa Pinto


O preparo do coração tem uma importância muito maior do que o preparo do sermão (John Stott)

Hoje se fala muito de missões transculturais, ou seja, sair de sua cultura ou país e ir para outra nação para pregar o evangelho. Apesar dos meios de comunicação como internet, televisão e radio ajudarem no trabalho de transmissão do evangelho para muitas nações, sabemos que existem muitos lugares que não possuem tais recursos.

O cuidado integral do missionário

Escrito por Fernando Corrêa Pinto
 

No caminho cristão, o que é importante não é a velocidade com que estamos indo, nem a distância percorrida, mas sim a direção que tomamos.

(A. W. Tozer)

É fundamental saber que aqueles que trabalham e sofrem por servir a Cristo e proclamar seu evangelho de forma nenhuma estarão desamparados, o Senhor Jesus prometeu que sempre estaria junto conosco em todos os momentos (Mateus 28. 18-20). Ele também prometeu que não nos provaria além de nossas forças, desta forma, nenhum destes empecilhos que aqui vou mencionar deve ser fator desmotivador para o avanço missionário nas nações.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vocação e chamado

Escrito por Fernando Corrêa Pinto
A vocação missionária e o chamado para pastorear são serviços especiais dados por Deus para a expansão do Seu Reino e para a salvação do mundo. Para que haja salvação é necessário que pessoas sejam enviadas (Romanos 10.14-15). É uma grande responsabilidade pregar o evangelho a outros povos e culturas. É um desafio grandioso a tarefa de plantar igrejas e pastorea-las. Portando, para que essa tarefa seja realizada o missionário ou pastor deve ter clareza de seu chamado e motivação para realizá-lo.

domingo, 5 de maio de 2013

Missiologia


Escrito por Fernando Corrêa Pinto

A missiologia é a ciência que tem o objetivo de estudar a grande comissão dada por Jesus a sua igreja. Essa missão é primeiramente dada a seus discípulos em um âmbito nacional e transcultural. ( Mt 28,19 / Mc 16,15 / At 1,8 ).
Essa disciplina é de grande importância, pois trata de uma tarefa primordial da igreja. Evangelizar os povos. A missão está no coração de Deus e Ele deseja alcançar todas as nações, raças e tribos de todas as línguas. Contudo é necessário saber nestes últimos dias se                                                                                                                                                missões também está no coração do seu povo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Igreja Primitiva, um modelo ainda hoje.

   Por Fernando Corrêa Pinto   

Atos dos Apóstolos 2, 42-47

42. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
44. Todos que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
45. Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
46. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partindo o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47. Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, os que iam sendo salvos.

sábado, 21 de abril de 2012

Pregar apenas a Palavra de Deus


           
Também estamos resolvidos a pregar apenas a Palavra de Deus. Em grande parte, a alienação das massas ao ouvir o evangelho se explica pelo triste fato de que nem sempre é o evangelho que ouvem quando se dirigem aos lugares de culto, e tudo o mais fracassa em fornecer o que suas almas precisam. Será que você nunca ouviu falar de um rei que fez uma série de grandes banquetes e convidou muitas pessoas, semana após semana?

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Submissão: Um Princípio Divino




Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns que se trata de um tema seco, mas a essência da própria espiritualidade está na relação certa de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu trono que está estabelecido sobre a sua autoridade. Isto é básico e coloca tudo como Deus quer.

Introdução


Estudar sobre Autoridade Espiritual pode parecer a alguns que se trata de um tema seco, mas a essência da própria espiritualidade está na relação certa de obediência a Deus. O Senhor age a partir do seu trono que está estabelecido sobre a sua autoridade. Isto é básico e coloca tudo como Deus quer. Louvar, orar, jejuar ou fazer qualquer coisa sem submissão não tem valor para Deus. É mecânico e sem vida.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

A edificação da Igreja


O plano de Deus é edificar a Igreja; isso é o que Deus se propôs. Interessa a todo arquiteto que seu projeto se realize exatamente conforme foi projetado. E isso é o que o Senhor quer. Mas cmo se edifica a Igreja? Eu quero destacar seis coisas que Paulo mostra de maneira direta ou indireta em sua
1a. epístola a Timóteo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Encorajamento para desenvolver a santidade


por Joel R. Beeke

Joel Beeke é pastor da igreja Heritage Reformed Congregation, em Grand Rapids, MI, EUA. É presidente, Deão acadêmico e catedrático de Teologia Sistemática e Homilética do Seminário Reformado Puritano. Possui Ph.D pelo seminário Westminster em Teologia Reformada e Pós-reforma. Pr. Beeke atua como preletor em diversas conferências em várias partes do mundo, inclusive o Brasil; é autor e co-autor de mais de 50 livros, alguns já em português, como o livro “Vencendo o Mundo” (Editora Fiel) e outros em processo de tradução. É casado com Mary Beeke com quem tem 3 filhos
O desenvolvimento da santidade é uma necessidade. Thomas Watson chamou isso de “trabalho árduo”. Felizmente, Deus nos providencia muitas motivações para a santidade em sua Palavra. Para encorajar-nos na busca pela santidade, precisamos focalizar as seguintes verdades bíblicas.
Deus nos chamou à santidade
“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts 4.7). Todas as coisas às quais o Senhor nos chama são necessárias. Sua própria chamada, assim como todos os benefícios de um viver santo que experimentamos, devem nos induzir a buscar e praticar a santidade. A santidade aumenta o nosso bem-estar espiritual. Deus nos assegura que “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “O que a saúde é para o coração”, observou John Flavel, “a santidade é para a alma”.1 Na obra escrita por Richard Baxter sobre a santidade, os próprios títulos dos capítulos são esclarecedores: “Santidade é o único caminho de segurança”; “Santidade é o caminho mais benéfico”; “Santidade é o único meio honroso”; “Santidade é o caminho mais agradável”. Contudo, ainda mais importante, a santidade glorifica ao Deus que você ama (Is 43.21). Como afirmou Thomas Brooks: “A santidade faz o máximo para honrar a Deus”.
A santidade fomenta a semelhança a Cristo
Thomas Watson escreveu: “Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em santidade. Este empenho é um espelho nítido no qual podemos ver um rosto; é um coração santo no qual pode ser visto algo do caráter de Deus”.4 Cristo é o padrão de santidade para nós — o padrão de humildade santa (Fp 2.5-13), compaixão santa (Mc 1.41), perdão santo (Cl 3.13), altruísmo santo (Rm 15.3), indignação santa contra o pecado (Mt 23) e oração santa (Hb 5.7). Desenvolver a santidade que procura assemelhar-se a Deus e tem a Cristo como padrão nos salva de muita hipocrisia e de um cristianismo apenas domingueiro. Esta santidade nos dá vitalidade, propósito, significado e direcionamento no viver diário.
A santidade dá evidência da justificação e da eleição
A santificação é um fruto inevitável da justificação (1 Co 6.11). Estes dois elementos podem ser distinguidos, mas nunca separados; o próprio Deus os uniu. A justificação está organicamente ligada à santificação; o novo nascimento dá origem à uma nova vida. O justificado andará no “caminho de santidade do Rei”. Em Cristo e através dEle, a justificação dá ao filho de Deus o direito e a ousadia de entrar no céu; a santificação dá-lhe a aptidão para o céu e a preparação necessária para chegar lá. A santificação é a apropriação pessoal dos frutos da justificação. B. B. Warfield observa: “A santificação é tão-somente a execução do decreto de justificação. Pois, se a santificação falhasse, a pessoa justificada não seria liberta de acordo com sua justificação”. Conseqüentemente, o decreto de justificação de Cristo, em João 8.11 (“Nem eu tampouco te condeno”), é imediatamente seguido pelo chamado à santidade: “Vai e não peques mais”. A eleição é também inseparável da santidade: “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A santificação é a marca de identificação das ovelhas eleitas de Cristo. Por isso, a eleição é sempre uma doutrina confortante para o crente, pois esta é o seguro fundamento que explica a graça de Deus operando nele. Por isso, os nossos antepassados reformados consideravam a eleição como um dos maiores consolos do crente, visto que a santificação torna visível a eleição. Calvino insistiu que a eleição não deveria desanimar ninguém, pois o crente recebe consolo dela, e o incrédulo não é chamado a considerá-la — antes, ele é chamado ao arrependimento. Aquele que fica desanimado pela eleição, ou confia-se à eleição sem viver uma vida de santidade, está se tornando vítima de um mau uso satânico desta doutrina preciosa e encorajadora (veja Dt 29.29). Como afirma J. C. Ryle: “Não é permitido a nós, neste mundo, estudar as páginas do Livro da Vida, e ver se nossos nomes encontram-se ali. Mas, se há algo nítido e plenamente declarado a respeito da eleição, é isto — que os homens e mulheres eleitos serão conhecidos e distinguidos por vidas santas”.8 A santidade é o lado visível de sua salvação. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16).
A santidade promove a segurança
“Todos podem estar seguros de sua fé por meio de seus frutos” (Catecismo Heidelberg, Questão 86). Teólogos reformados concordam que muitas das formas e graus de segurança experimentados por crentes genuínos — especialmente segurança diária — são alcançados gradualmente no caminho da santificação , mediante o cuidadoso conhecimento da Palavra de Deus, dos meios da graça e da conseqüente obediência.9 Uma aversão crescente pelo pecado, mediante a mortificação, e um amor crescente pela obediência a Deus, por meio da vivificação, acompanham o progresso da fé, enquanto ela cresce em segurança. A santidade centralizada em Cristo e operada pelo Espírito é a maior e mais sã evidência da filiação divina (Rm 8.1-16). O meio de perder um senso diário de segurança é deixar de buscar santidade diariamente. Muitos crentes vivem de modo relapso. Tratam o pecado despreocupadamente, ou negligenciam as devocionais diárias e o estudo da Palavra. Outros vivem de maneira muito inativa. Não desenvolvem a santidade, mas assumem a postura de que nada pode ser feito para nutrir a santificação, como se esta fosse algo externo a nós, exceto em raras ocasiões, quando algo muito especial “acontece” interiormente. Viver de maneira descuidada e inerte é pedir por escuridão espiritual, desalento e falta de frutos diariamente.
A santidade nos purifica
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1.15). A santidade não pode ser exercitada, quando o coração não foi fundamentalmente transformado por meio de regeneração divina. Por meio do novo nascimento, Satanás é destituído, a lei de Deus é escrita no coração do crente, Cristo é coroado Senhor e Rei e o crente é feito “disposto e pronto, conseqüentemente, para viver em Cristo” (Catecismo Heidelberg, Questão 1). “Cristo em nós” (Christus in nobis) é um complemento essencial para “Cristo por nós” (Christus pro nobis). O Espírito de Deus não apenas ensina ao crente o que Cristo fez, como efetiva a santidade e a obra de Cristo em sua vida pessoal. Por meio de Cristo, Deus santifica seu filho e faz suas orações e ações de graças aceitáveis. Como disse Thomas Watson: “Um coração santo é o altar que santifica a oferta; se não é por satisfação, é por aceitação”.
A santidade é essencial para um serviço efetivo a Deus
Paulo une a santificação à utilidade: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.21). Deus usa a santidade para assistir aos pregadores do evangelho, para aumentar a influência da fé cristã, a qual é desonrada pelo descuido dos crentes e hipócritas que freqüentemente servem como os melhores aliados de Satanás. Nossas vidas estão sempre fazendo o bem ou o mal; elas são uma carta aberta para que todos leiam (2 Co 3.2). Um viver santo influencia e impressiona mais do que qualquer outra coisa; nenhum argumento pode igualar- se a uma vida santa. Ela mostra a beleza da religião; dá credibilidade ao testemunho e ao evangelismo (Fp 2.15).13 A “santidade”, escreve Hugh Morgan, “é o modo mais eficiente de influenciar pessoas não convertidas e de criar nelas uma disposição para ouvir a pregação do evangelho” (Mt 5.16; 1 Pe 3.1-2). A santidade manifesta-se em humildade e reverência a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes (Is 66.2). Como observa Andrew Murray: “O maior teste para sabermos se a santidade que professamos buscar ou possuir é verdade e vida, será observar se ela se manifesta na crescente humildade que produz. Na criatura, a humildade é algo necessário para permitir que a santidade de Deus habite nela e brilhe por meio dela. Em Jesus, o Santo de Deus que nos faz santos, a humildade divina foi o segredo de sua vida, sua morte e sua exaltação. O teste infalível para nossa santidade será a humildade diante de Deus e dos homens, a qual nos marca. A humildade é o esplendor e a beleza da santidade”.
A santidade nos prepara para o céu
Hebreus 12.14 diz: “Segui [literalmente: buscai]... a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Como escreveu John Owen: “Não há imaginação que iluda tanto o homem, que seja mais tola e mais perniciosa do que esta: que pessoas não purificadas, não santificadas, que não buscam santidade em suas vidas possam depois ser levadas a um estado de bênção, que consiste no gozo de Deus. Nem podem tais pessoas ter gozo de Deus, nem tampouco Deus ser o galardão delas. De fato, a santidade é aperfeiçoada no céu; contudo, o começo dela está invariavelmente restringido a este mundo. Deus leva para o céu somente aquele que Ele santifica nesta terra. O Deus vivo não admitirá pessoas mortas no céu”. A santidade e o mundanismo, portanto, são opostos um ao outro. Se estivermos apegados a este mundo, não estamos preparados para o porvir.