segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Richard Baxter e o ministério pastoral hoje

Por Fernando Corrêa Pinto 



O objetivo deste texto é buscar em Richard Baxter ensinamentos que possam contribuir para a superação dos desafios pastorais atuais. 
Analisando alguns ensinamentos do autor, aquilo que mais podemos aprender com Richard Baxter em relação ao ministério pastoral hoje está ligado ao o zelo e dedicação que ele teve em relação ao chamado. Baxter lembra que o ministério deve ser realizado para Deus e para o seu povo. O objetivo errado pode fazer com que o serviço pastoral seja arruinado e, neste caso, o serviço passa a beneficiar a nós, e não a Deus e às pessoas. Para ele, o interesse próprio, que em muitos casos visa lucro, torna-se uma escolha infeliz. A autonegação, ou seja, priorizar os outros em detrimento de nós, é para todo cristão e se trata de um princípio básico e necessário para realização do chamado pastoral. Para ele, é importante que no ministério, priorizemos sempre o outro na medida de nossas forças. Baxter defende que o exercício do chamado pastoral motivado por interesse próprio pode ser um atentado para a própria consciência do líder e ainda consiste em uma escravidão para sua vida.

Desafio pastoral hoje

Por Fernando Corrêa Pinto 

 O século 20 testemunhou um colapso do consenso cristão que manteve a cultura ocidental coesa durante séculos. A secularização empurrou as igrejas para a marginalidade cultural em muitos países e hoje falar de Deus é considerando politicamente incorreto.
Ser responsável pelo serviço pastoral atualmente consiste em um trabalho mais difícil do que em qualquer época.
O relativismo moral e a visão secular afetam profundamente a obra da igreja e de seus ministérios. A sociedade experimenta grandes mudanças de forma muito acelerada. De acordo com um levantamento da revista Christianity Today (Cristianismo Hoje), 66% dos norte americanos já possuem uma visão profundamente secularizada e se consideram relativistas em relação ao cristianismo.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Hermenuêtica

                 
             Por Fernando Corrêa Pinto             
                              

 Introdução



É muito comum encontrarmos tanto em meios acadêmicos quanto eclesiásticos a fala de que a bíblia é difícil de se interpretar. Além disso, a leitura de alguns livros de hermenêutica reforçam esta tese quando dão demasiada atenção aos problemas de interpretação. A bíblia é um livro que pode sim, ser compreendido por todos que se dedicarem a sua leitura e se esforçarem a compreendê-la dentro de seu contexto. A própria bíblia reforça esta tese (1 Co 2,11; 1 Jo 2,27).
É bem verdade que o entendimento das escrituras se dá de forma diferenciada a de um texto comum. Devemos ver o texto de forma semelhante a que entendemos a carta de um amigo. É importante lidar com o texto como uma carta escrita em um contexto e tempo da história. Isso pode ser chamado de exegese histórico-gramatical.
A reflexão apresentada neste texto é muito importante pelo fato de considerar que a interpretação bíblica só se dá quando o indivíduo estuda hermenêutica cuidadosamente. A interpretação acontece desde o momento que o indivíduo usa sua experiência de leitura. Isso acontece na família, na igreja, na escola e na vida.
A proposta aqui apresentada é mostrar que a hermenêutica pode favorecer a assimilação do texto bíblico e a entender que a sua interpretação se dá de forma instantânea.


sexta-feira, 30 de junho de 2017

A Perseverança dos Santos


Introdução
Normalmente uma pergunta é feita no meio cristão: Pode o crente perder a sua salvação no meio do caminho ou, uma vez salvo, salvo para sempre? Geralmente, os que contestam uma resposta negativa a esta pergunta, argumentam: Bom, se o crente não perde a salvação, significa que ele pode fazer o que quiser e pecar a vontade!
Este foi um dos questionamentos que Paulo respondeu quando escreveu à igreja em Roma. A pergunta era: “Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei e sim da graça? (Rm. 6:15). A resposta foi um enfático NÃO! Paulo rejeitou de longe esta hipótese.

Graça irresistível: vocação eficaz

Podemos considerar a doutrina da graça irresistível como o pilar central do edifício da nossa fé, ou, numa figura bíblica, sua pedra angular. Inicialmente, procuremos conceituar graça. Que é o que é graça? Há várias definições e distinções teológicas do termo. O conceito mais simples é o de que “graça é favor imerecido”. Deus mostrou sua bondade para com o homem, embora ele nada merecesse. Mas, este ato o próprio 

homem tem condições de também realizar: eu posso conceder favor a uma pessoa que nada fez por merecê-lo. 

A nós nos parece que graça é mais que favor imerecido. É favor conferido a quem ofendeu o seu autor, de forma tão grave, que merece a pena de morte; no caso da ofensa a Deus, a morte eterna. Em torno do assunto, faremos três destaques: 

Expiação limitada e a bondade universal de Deus.

Me perguntaram como é possível conciliar a expiação limitada com o favor universal de Deus a todas as suas criaturas. Ou seja, se Deus é favoravelmente inclinado a todos com bondade, como dizer que Cristo não morreu por eles. E, se Cristo não morreu por todos, como Deus pode realmente ser favorável em direção a todos de alguma forma?


Esse tipo de dúvida só aparece, porque perdemos o ponto de distinção entre criação e redenção.


Eleição incondicional



Observações preliminares
1. A doutrina da eleição é uma revelação que provém exclusivamente de Deus por meio de sua Palavra. Nenhuma inteligência humana seria capaz de arquitetá-la. Se Deus não a tivesse revelado, nada saberíamos a respeito dela. 

2. Essa doutrina encontra-se esparsamente distribuída pela Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. A obra dos teólogos foi sistematizá-la com o propósito de facilitar seu estudo. Não é, porém, uma invenção de teólogos. É, antes, uma doutrina essencialmente bíblica.

Depravação Total! Exaustiva e irrefutável!


A doutrina da depravação total (ou incapacidade total) diz que todos os homens, como conseqüência da queda, nascem moralmente corrupto, escravos do pecado, em inimizade com Deus, e incapaz de agradá-lo ou até mesmo de voltar-se para Cristo, para salvação. (Assim, a necessidade de uma eleição, graciosa e incondicional) .

sábado, 24 de setembro de 2016

A Necessidade de Teologia

         
Por Vincent Cheung


A teologia é necessária não somente para as atividades cristãs, mas  também para tudo da vida e do pensamento. Visto que Deus é tanto último como onipotente, Ele tem o direito e acapacidade de dirigir todos os aspectos das nossas vidas. A teologia procura entender e sistematizar Sua revelação verbal, e é autoritativa até onde ela reflete o ensino da Escritura. A necessidade de teologia é uma questão da necessidade de comunicação de Deus. Visto que este é o universo de Deus, a fonte última de informação e interpretação de tudo da vida e do pensamento é a revelação divina. E, visto que ela [a revelação divina] é necessária para se ouvir algo de Deus, a teologia é necessária.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Formando discipulos na prática


Por Fernando Corrêa Pinto

Acredito que toda formação, tanto para o ministério pastoral, quanto para o missionário precisam passar pelo discipulado bíblico. A parte do estudo teórico é fundamental, estudos bíblicos aprofundados, leitura de livros contendo as experiências de muitos que tiveram bom êxito no ministério é de suma importância; entretanto, caminhar ao lado de um irmão mais velho na fé é requisito fundamental no preparo missionário de Jesus.

terça-feira, 24 de março de 2015

Vida e obra de Richard Baxter

Por Fernando Corrêa Pinto

De acordo com James Innell Packer, Richard Baxter foi um líder, escritor e pastor da Igreja da Inglaterra. Nascido em 12 de novembro de 1615, em Rowton, Solape, foi educado na Escola Livre de Doninton, em Wroxeter sob orientação particular. Em 1638, foi ordenado diácono pelo Bispo de Worcester. Em 1639, tornou-se diretor da Escola de Richard Foley e vigário de Bridgenorth onde permaneceu até 1640. De 1641 a 1642, foi vigário predicante de Kidderminster e, após um período de trabalho como capelão no exército, retorna e se torna vigário de Kidderminster no ano de 1647, permanecendo até 1661. Casou-se com Margaret Charlton em 1636. Foi preso em Clerkenwell durante uma semana em 1636 e, em Southwark, por 21 meses no ano de 1685 e 1686. Baxter morreu em 8 de dezembro de 1691.

Estudo sobre os Puritanos


Pesquisa realizada em 2011
Por Fernando Corrêa Pinto



O surgimento do puritanismo

Frequentemente vemos o nome de William Tyndale aparecendo como o primeiro puritano, como afirma David Martyn Lloyd Jones  “O puritanismo, estou disposto a asseverar com Knappen em sua obra Os Puritanos, realmente começou a manifestar-se em William Tyndale, e nos idos de 1524.” [1]
Essa afirmativa do autor representa o puritanismo como uma mentalidade, como uma atitude e um espírito que começou a se mostrar em Tyndale. Ele tinha um ardente desejo de que o povo comum pudesse ler as Escrituras Sagradas. Com isso, Tyndale lança uma tradução da Bíblia sem a autorização dos bispos. Outra ação bastante incomum na época foi retirar-se da Inglaterra e ir para Alemanha sem a autorização real. Estas eram atitudes freqüentes entre os puritanos segundo, Lloyd-Jones.[2] 

quinta-feira, 19 de março de 2015

O Desafio do Plantio de Igrejas

Por Fernando Corrêa Pinto 

“separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At.13:2)
Plantar igrejas não deve ser definido “simplesmente” em termos de treinamento e habilidade, mas sim pelo poder e desejo de Deus em salvar os perdidos. Neste sentido é importante mencionar dois conceitos básicos. O primeiro consiste em lembrar que a missão é de Deus, e para que ela seja realizada, é necessário que Deus esteja na direção. Desta forma é

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Missões e Cultura

  
 Escrito por Fernando Corrêa Pinto


O preparo do coração tem uma importância muito maior do que o preparo do sermão (John Stott)

Hoje se fala muito de missões transculturais, ou seja, sair de sua cultura ou país e ir para outra nação para pregar o evangelho. Apesar dos meios de comunicação como internet, televisão e radio ajudarem no trabalho de transmissão do evangelho para muitas nações, sabemos que existem muitos lugares que não possuem tais recursos.

O cuidado integral do missionário

Escrito por Fernando Corrêa Pinto
 

No caminho cristão, o que é importante não é a velocidade com que estamos indo, nem a distância percorrida, mas sim a direção que tomamos.

(A. W. Tozer)

É fundamental saber que aqueles que trabalham e sofrem por servir a Cristo e proclamar seu evangelho de forma nenhuma estarão desamparados, o Senhor Jesus prometeu que sempre estaria junto conosco em todos os momentos (Mateus 28. 18-20). Ele também prometeu que não nos provaria além de nossas forças, desta forma, nenhum destes empecilhos que aqui vou mencionar deve ser fator desmotivador para o avanço missionário nas nações.

Missões Urbanas


Escrito por Fernando Corrêa Pinto                                                                                                                                         Quando praticamos missões urbanas estamos buscando realizar um trabalho desafiador. Tal missão acontece nas cidades e é necessário estratégias bem definidas para a conquiste espiritual das cidades.
É difícil definir com clareza como se caracteriza uma cidade, pois podem se diferir de pais para pais. Entretanto podemos dizer que é uma concentração de pessoas vivendo bem próximas umas das outras, interagindo entre si e debaixo de uma forma de governo.
A missão é para todos, ricos, pobres, civis, militares, jovens e velhos. O serviço de evangelização não é optativo ao cristão. Esse trabalho é feito através de comunicação da boa nova de Jesus através de pregação, entrega de literatura e Bíblias. No novo testamento em momento algum essa tarefa foi questionada.
 Diante do desafio urbano do homem moderno é importantíssimo compreender a práxis missiológica urbana.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vocação e chamado

Escrito por Fernando Corrêa Pinto
A vocação missionária e o chamado para pastorear são serviços especiais dados por Deus para a expansão do Seu Reino e para a salvação do mundo. Para que haja salvação é necessário que pessoas sejam enviadas (Romanos 10.14-15). É uma grande responsabilidade pregar o evangelho a outros povos e culturas. É um desafio grandioso a tarefa de plantar igrejas e pastorea-las. Portando, para que essa tarefa seja realizada o missionário ou pastor deve ter clareza de seu chamado e motivação para realizá-lo.

domingo, 5 de maio de 2013

Missiologia


Escrito por Fernando Corrêa Pinto

A missiologia é a ciência que tem o objetivo de estudar a grande comissão dada por Jesus a sua igreja. Essa missão é primeiramente dada a seus discípulos em um âmbito nacional e transcultural. ( Mt 28,19 / Mc 16,15 / At 1,8 ).
Essa disciplina é de grande importância, pois trata de uma tarefa primordial da igreja. Evangelizar os povos. A missão está no coração de Deus e Ele deseja alcançar todas as nações, raças e tribos de todas as línguas. Contudo é necessário saber nestes últimos dias se                                                                                                                                                missões também está no coração do seu povo.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Igreja Primitiva, um modelo ainda hoje.

   Por Fernando Corrêa Pinto   

Atos dos Apóstolos 2, 42-47

42. E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
44. Todos que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
45. Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
46. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partindo o pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47. Louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor, os que iam sendo salvos.