segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Encorajamento para desenvolver a santidade


por Joel R. Beeke

Joel Beeke é pastor da igreja Heritage Reformed Congregation, em Grand Rapids, MI, EUA. É presidente, Deão acadêmico e catedrático de Teologia Sistemática e Homilética do Seminário Reformado Puritano. Possui Ph.D pelo seminário Westminster em Teologia Reformada e Pós-reforma. Pr. Beeke atua como preletor em diversas conferências em várias partes do mundo, inclusive o Brasil; é autor e co-autor de mais de 50 livros, alguns já em português, como o livro “Vencendo o Mundo” (Editora Fiel) e outros em processo de tradução. É casado com Mary Beeke com quem tem 3 filhos
O desenvolvimento da santidade é uma necessidade. Thomas Watson chamou isso de “trabalho árduo”. Felizmente, Deus nos providencia muitas motivações para a santidade em sua Palavra. Para encorajar-nos na busca pela santidade, precisamos focalizar as seguintes verdades bíblicas.
Deus nos chamou à santidade
“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts 4.7). Todas as coisas às quais o Senhor nos chama são necessárias. Sua própria chamada, assim como todos os benefícios de um viver santo que experimentamos, devem nos induzir a buscar e praticar a santidade. A santidade aumenta o nosso bem-estar espiritual. Deus nos assegura que “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “O que a saúde é para o coração”, observou John Flavel, “a santidade é para a alma”.1 Na obra escrita por Richard Baxter sobre a santidade, os próprios títulos dos capítulos são esclarecedores: “Santidade é o único caminho de segurança”; “Santidade é o caminho mais benéfico”; “Santidade é o único meio honroso”; “Santidade é o caminho mais agradável”. Contudo, ainda mais importante, a santidade glorifica ao Deus que você ama (Is 43.21). Como afirmou Thomas Brooks: “A santidade faz o máximo para honrar a Deus”.
A santidade fomenta a semelhança a Cristo
Thomas Watson escreveu: “Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em santidade. Este empenho é um espelho nítido no qual podemos ver um rosto; é um coração santo no qual pode ser visto algo do caráter de Deus”.4 Cristo é o padrão de santidade para nós — o padrão de humildade santa (Fp 2.5-13), compaixão santa (Mc 1.41), perdão santo (Cl 3.13), altruísmo santo (Rm 15.3), indignação santa contra o pecado (Mt 23) e oração santa (Hb 5.7). Desenvolver a santidade que procura assemelhar-se a Deus e tem a Cristo como padrão nos salva de muita hipocrisia e de um cristianismo apenas domingueiro. Esta santidade nos dá vitalidade, propósito, significado e direcionamento no viver diário.
A santidade dá evidência da justificação e da eleição
A santificação é um fruto inevitável da justificação (1 Co 6.11). Estes dois elementos podem ser distinguidos, mas nunca separados; o próprio Deus os uniu. A justificação está organicamente ligada à santificação; o novo nascimento dá origem à uma nova vida. O justificado andará no “caminho de santidade do Rei”. Em Cristo e através dEle, a justificação dá ao filho de Deus o direito e a ousadia de entrar no céu; a santificação dá-lhe a aptidão para o céu e a preparação necessária para chegar lá. A santificação é a apropriação pessoal dos frutos da justificação. B. B. Warfield observa: “A santificação é tão-somente a execução do decreto de justificação. Pois, se a santificação falhasse, a pessoa justificada não seria liberta de acordo com sua justificação”. Conseqüentemente, o decreto de justificação de Cristo, em João 8.11 (“Nem eu tampouco te condeno”), é imediatamente seguido pelo chamado à santidade: “Vai e não peques mais”. A eleição é também inseparável da santidade: “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A santificação é a marca de identificação das ovelhas eleitas de Cristo. Por isso, a eleição é sempre uma doutrina confortante para o crente, pois esta é o seguro fundamento que explica a graça de Deus operando nele. Por isso, os nossos antepassados reformados consideravam a eleição como um dos maiores consolos do crente, visto que a santificação torna visível a eleição. Calvino insistiu que a eleição não deveria desanimar ninguém, pois o crente recebe consolo dela, e o incrédulo não é chamado a considerá-la — antes, ele é chamado ao arrependimento. Aquele que fica desanimado pela eleição, ou confia-se à eleição sem viver uma vida de santidade, está se tornando vítima de um mau uso satânico desta doutrina preciosa e encorajadora (veja Dt 29.29). Como afirma J. C. Ryle: “Não é permitido a nós, neste mundo, estudar as páginas do Livro da Vida, e ver se nossos nomes encontram-se ali. Mas, se há algo nítido e plenamente declarado a respeito da eleição, é isto — que os homens e mulheres eleitos serão conhecidos e distinguidos por vidas santas”.8 A santidade é o lado visível de sua salvação. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16).
A santidade promove a segurança
“Todos podem estar seguros de sua fé por meio de seus frutos” (Catecismo Heidelberg, Questão 86). Teólogos reformados concordam que muitas das formas e graus de segurança experimentados por crentes genuínos — especialmente segurança diária — são alcançados gradualmente no caminho da santificação , mediante o cuidadoso conhecimento da Palavra de Deus, dos meios da graça e da conseqüente obediência.9 Uma aversão crescente pelo pecado, mediante a mortificação, e um amor crescente pela obediência a Deus, por meio da vivificação, acompanham o progresso da fé, enquanto ela cresce em segurança. A santidade centralizada em Cristo e operada pelo Espírito é a maior e mais sã evidência da filiação divina (Rm 8.1-16). O meio de perder um senso diário de segurança é deixar de buscar santidade diariamente. Muitos crentes vivem de modo relapso. Tratam o pecado despreocupadamente, ou negligenciam as devocionais diárias e o estudo da Palavra. Outros vivem de maneira muito inativa. Não desenvolvem a santidade, mas assumem a postura de que nada pode ser feito para nutrir a santificação, como se esta fosse algo externo a nós, exceto em raras ocasiões, quando algo muito especial “acontece” interiormente. Viver de maneira descuidada e inerte é pedir por escuridão espiritual, desalento e falta de frutos diariamente.
A santidade nos purifica
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1.15). A santidade não pode ser exercitada, quando o coração não foi fundamentalmente transformado por meio de regeneração divina. Por meio do novo nascimento, Satanás é destituído, a lei de Deus é escrita no coração do crente, Cristo é coroado Senhor e Rei e o crente é feito “disposto e pronto, conseqüentemente, para viver em Cristo” (Catecismo Heidelberg, Questão 1). “Cristo em nós” (Christus in nobis) é um complemento essencial para “Cristo por nós” (Christus pro nobis). O Espírito de Deus não apenas ensina ao crente o que Cristo fez, como efetiva a santidade e a obra de Cristo em sua vida pessoal. Por meio de Cristo, Deus santifica seu filho e faz suas orações e ações de graças aceitáveis. Como disse Thomas Watson: “Um coração santo é o altar que santifica a oferta; se não é por satisfação, é por aceitação”.
A santidade é essencial para um serviço efetivo a Deus
Paulo une a santificação à utilidade: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.21). Deus usa a santidade para assistir aos pregadores do evangelho, para aumentar a influência da fé cristã, a qual é desonrada pelo descuido dos crentes e hipócritas que freqüentemente servem como os melhores aliados de Satanás. Nossas vidas estão sempre fazendo o bem ou o mal; elas são uma carta aberta para que todos leiam (2 Co 3.2). Um viver santo influencia e impressiona mais do que qualquer outra coisa; nenhum argumento pode igualar- se a uma vida santa. Ela mostra a beleza da religião; dá credibilidade ao testemunho e ao evangelismo (Fp 2.15).13 A “santidade”, escreve Hugh Morgan, “é o modo mais eficiente de influenciar pessoas não convertidas e de criar nelas uma disposição para ouvir a pregação do evangelho” (Mt 5.16; 1 Pe 3.1-2). A santidade manifesta-se em humildade e reverência a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes (Is 66.2). Como observa Andrew Murray: “O maior teste para sabermos se a santidade que professamos buscar ou possuir é verdade e vida, será observar se ela se manifesta na crescente humildade que produz. Na criatura, a humildade é algo necessário para permitir que a santidade de Deus habite nela e brilhe por meio dela. Em Jesus, o Santo de Deus que nos faz santos, a humildade divina foi o segredo de sua vida, sua morte e sua exaltação. O teste infalível para nossa santidade será a humildade diante de Deus e dos homens, a qual nos marca. A humildade é o esplendor e a beleza da santidade”.
A santidade nos prepara para o céu
Hebreus 12.14 diz: “Segui [literalmente: buscai]... a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Como escreveu John Owen: “Não há imaginação que iluda tanto o homem, que seja mais tola e mais perniciosa do que esta: que pessoas não purificadas, não santificadas, que não buscam santidade em suas vidas possam depois ser levadas a um estado de bênção, que consiste no gozo de Deus. Nem podem tais pessoas ter gozo de Deus, nem tampouco Deus ser o galardão delas. De fato, a santidade é aperfeiçoada no céu; contudo, o começo dela está invariavelmente restringido a este mundo. Deus leva para o céu somente aquele que Ele santifica nesta terra. O Deus vivo não admitirá pessoas mortas no céu”. A santidade e o mundanismo, portanto, são opostos um ao outro. Se estivermos apegados a este mundo, não estamos preparados para o porvir.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Excelente


O Senhor tem levantado Kim Walker como uma profetisa para as nações. Sua adoração gerou paixão nos avivalistas de todo mundo. Neste CD ela canta canções originais e espontâneas. Excelente Álbum! Veja também http://www.jesusculture.com/

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vídeo Perseguição Cristã

videoDa vergonha pensar que temos em muitos países liberdade para pregar o evangelho e não aproveitamos. Muitos até negam a Cristo por dinheiro, fama e vaidade. Esse vídeo é confrontador e nos faz pensar sobre nossa vivência cristã.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Escândalos

Escândalos…é inevitável que venham...

Eu acredito que esta palavra vai trazer um entendimento novo para o seu coração e o seu comportamento em relação aos pecadores será mudado.
Em Lucas 17:1-10, o nosso Senhor Jesus disse aos seus discípulos: “É inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos. Acautelai-vo. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe. Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé Respondeu-lhes o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar e ela vos obedecerá. Qual de vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa? E que, antes, não lhe diga: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo depois, comerás tu e beberás? Porventura, terá de agradecer ao servo porque este fez o que lhe havia ordenado? Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, direis: Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer “.
Quando lemos este texto: “é inevitável que venham escândalos”, geralmente lemos “escândalos” e imaginamos, interpretamos “pecados”. Mas a questão “pecado” aqui não é o objetivo central do ensinamento do Mestre. O Senhor Jesus não está nos ensinando a nos comportar em face ao pecado e, sim, em face ao escândalo. Em outros lugares nas Escrituras somos ensinados a evitar o pecado ou a tratar com o pecado e com o pecador. Mas, aqui Ele está nos ensinando a nos comportar em relação aos escândalos, pois, é inevitável que os mesmos aconteçam… mas, ai daquele ou daquela por meio de quem eles vierem.
A razão pela qual o escândalo é inevitável é porque vivemos num mundo que jaz no maligno, cheio de pessoas falhas, e essas pessoas aceitam a Jesus, se tornam nossos irmãos e irmãs em Cristo e, eventualmente cometem erros. O bom seria se os erros não acontecessem, mas, eles acontecem, por isso necessitamos saber como nos comportar diante dos erros dos outros. A questão é que “estamos em obras”. Até a manifestação do Senhor para buscar sua igreja a obra continua e muitas coisas erradas ainda vão acontecer e nós precisamos saber como reagir quando ouvirmos a notícia de um pecado aqui, ali ou acolá.
A questão simples é: que fazer quando ficamos escandalizados por ver ou ouvir alguma coisa errada, fora dos padrões bíblicos? Nós vamos levar o escândalo adiante ou vamos praticar o que o Senhor Jesus está nos ensinando aqui neste contexto biblico?
Levar o escândalo adiante implica em começar a conta-lo para as pessoas: “Você viu?” “ Você está sabendo da última?” “Eu fico até constrangido em falar nisso, mas, você já leu o jornal hoje?” “Menina, eu nem te conto!” e assim por diante. E desse modo o escândalo começa a ser transportado de pessoa para pessoa e isso vai enfraquecendo a fé dos pequeninos.
Mas, se ao invés disso praticarmos Lucas 17:1-10, quando ficarmos escandalizados por quaisquer motivos a nossa postura será de misericórdia e perdão para com o irmão pecador. Se ao levar o escândalo enfraquecemos os pequeninos eu creio que ao perdoar o pecador iremos fortalecer os pequeninos. Os pequeninos verão quão maduro nós somos no Senhor quando ao ler no jornal que o esse ou aquele irmão esta sendo investigado pela policia, ou teve outro problema de qualquer ordem, os pequeninos ficarão fortalecidos no Senhor ao ouvir você dizer: “Ele está errado. O Senhor vai tratar com ele trazendo-o de volta a santidade. Eu estou pronto a perdoa-lo tão logo ele se arrependa, etc “. Ao ouvir esta postura bíblica de sua parte o novo convertido vai aprender a perdoar também.
Mas, irmão A. Cirilo, eu fiquei escandalizado com tudo aquilo, eu não posso evitar. Ok, o nosso Senhor mesmo disse: “É inevitável ” Ninguém consegue evitar ficar escandalizado, nem mesmo você.
Deixar de ficar escandalizado significa concordância, cumplicidade com o pecado. O Senhor não está nos ensinando a ser conivente, cúmplices do pecado dos outros, ele está nos ensinando a fazer o que Ele mesmo fez, faz e fará caso o pecador se arrependa::: perdoar. Isso não é lindo? Sendo assim, se seu irmão pecar contra ti sete vezes num mesmo dia, porem, declarar que está arrependido, PERDOAI, PARA QUE SEJAIS FILHOS DO VOSSO PAI QUE ESTA NO CÉU. Deus precisa de um instrumento humano para concordar com o perdão dEle. Seja você mesmo instrumento nas mãos de Deus para liberar uma palavra profética de perdão sobre a vida do seu irmão.
“Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome venha o teu reino faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu o pão nosso de cada dia dá-nos hoje E PERDOA-NOS AS NOSSAS DÍVIDAS, ASSIM COMO NÓS TEMOS PERDOADO AOS NOSSOS DEVEDORES e não nos deixes cair em tentação (a tentação de não perdoar) mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre Amém!]“, porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará SE, PORÉM, NÃO PERDOARDES AOS HOMENS [AS SUAS OFENSAS], TAMPOUCO VOSSO PAI VOS PERDOARÁ AS VOSSAS OFENSAS (Mateus 6: 9).
Geralmente, quando pensamos em adoração, louvor, pensamos em música. Mas, adoração e louvor vão além da música, adoração é um estado de relacionamento íntimo e obediente em relação ao Criador, é um sentimento de rendição do nosso coração para com Deus e seus mandamentos e conseqüentemente um comportamento perdoador para com as pessoas que nos rodeiam, pois, se alguém diz que ama a Deus deve também amar o seu irmão.
Louvor e adoração são tão ligados que quase não dá para saber onde um começa e outro termina ou se os dois estão acontecendo ao mesmo tempo. Uma coisa devemos guardar: louvor está relacionado ao que falamos a Deus e a respeito dEle (elogios, etc). A adoração está relacionada ao que fazemos a Deus ou por causa de Deus (atitudes de obediência). A adoração é fruto do nosso compromisso de servir a Deus com integridade e obediência aos seus mandamentos. O louvor é fruto dos lábios de pessoas que estão vivendo esse compromisso. O significado básico da palavra louvor é “elogio” e o da adoração é “atitude, principalmente aquele que exige sacrifício”. Existem elogios verdadeiros e falsos existem atitudes verdadeiras e outras que são apenas imitação daquilo que vemos os outros fazerem . Algo marcante no nosso relacionamento com Deus é que ele precisa ser pessoal, sacrificial, simples, espontâneo e em verdade. Ele tem que partir da mais pura realidade do nosso próprio coração e forçar a linha do nosso perímetro de conforto, do nosso limite.
Não podemos nos aproximar do nosso Deus com elogios desprovidos de conteúdo verdadeiro, “da boca para fora”, como profetizou Isaías: “visto que esse povo se aproxima de mim com os lábios mas o coração está longe de mim…Em vão me adoram proferindo palavras que aprenderam como máquinas, continuarei a fazer maravilhas mas eles não poderão vê-las.” (Isaías 29 9-14 ).
Esse texto das Escrituras nos fala a respeito de duas coisas: As nossas palavras de elogio a Deus precisam expressar a exatidão do nosso coração, ou a nossa atitude de adoração será vã, caso ela seja apenas a repetição de atos mecanicamente aprendidos. Segundo esse texto em Isaías 29, adoração e louvor artificial deixa a pessoa sem condição de compreender a palavra de Deus e de ver as maravilhas que ele tem operado.
Mas, você pode está se perguntando: “porque ele mudou de assunto? estava falando sobre perdão e de repente começou a falar sobre louvor e adoração?” Não, eu não mudei de assunto. Na verdade quando admitimos que não estamos sendo misericordiosos para com os pecadores arrependidos também estamos falando sobre louvor. Admitir que estamos pecando é uma forma de louvar a Deus. Quanto à adoração, estamos falando sobre a prática do perdão, da prática de um mandamento do Senhor. Adoração é isso: uma confiança reverente a Deus. Confiança bastante para fazer o que ele ordena e reverência o bastante para temer não obedece-lo.
Adoração é prova de amor a Deus e nosso o Senhor Jesus disse: “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama e aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me manifestarei a ele “ (João 14 21). Sobre o louvor, quando Deus revelou a Josué o pecado de Aça, Josué disse: “Filho meu, dá glória ao Senhor, Deus de Israel, e a ele rende louvores e declara-me, agora, o que fizeste não mo ocultes, Respondeu Aça a Josué e disse: Verdadeiramente, pequei contra o Senhor, Deus de Israel”, e fiz assim e assim (ai ele começa a confessar o pecado)
Bem, acho que já é suficiente para comunicar esse princípio. Deus está procurando pessoas que têm coragem de andar segundo Sua santa palavra. Oremos uns pelos outros para que possamos ser vitoriosos quanto a isso, a cada dia. Nós não seremos aqueles que levarão o escândalo adiante, somos aqueles que levaremos perdão aos pecadores arrependidos.
Escrevi este texto a algum tempo, mas, recentemente visitando uma outra nação, numa conversa trivial acabei comentando a respeito de um irmão que havia caído em pecado. Confesso a você que fiquei mal depois daquilo. Fiquei me perguntando: Cirilo, porque você fez aquilo, cara… enfim, não basta conhecer a verdade. Temos que lutar contra a nossa natureza ruim para pratica-la. Nossa natureza deseja condenar… Deus deseja perdoar nos usando como instrumento de perdão. A Bíblia nos ensina a falar primeiramente com o pecador e não sobre o pecador. O Senhor Jesus nos disse: “vá ao teu irmão… se ele te ouvir, ganhaste o teu irmão. Se ele não ouvir devemos seguir toda a orientação do Senhor em Mateus 18.
Muita vezes nos recusamos a perdoar pessoas que não pecaram contra nós e que até já foram perdoadas por Deus e pelas pessoas contra as quais pecou. E nós, que não temos nada haver com a coisa ficamos de “birra”.
Você e eu… vamos fazer um trato??? vamos perdoar???? ok!
Fica com Deus. Se você porventura pecou, receba o perdão de Deus e o meu também. Você não merece, mas, pela Sua graça… SEJA PERDOADO.
P.S.: se você está com dificuldade de receber o perdão de Deus vai aí uma dica preciosa: “porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará SE, PORÉM, NÃO PERDOARDES AOS HOMENS [AS SUAS OFENSAS], TAMPOUCO VOSSO PAI VOS PERDOARÁ AS VOSSAS OFENSAS” (Mateus 6: 9).
Antônio Cirilo

terça-feira, 20 de julho de 2010

O que é um Discípulo

Antes de falarmos sobre o que é um discípulo, vamos observar esta ordem clara que o Senhor Jesus nos deu:
"E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." Mt 28:18-20
Esta foi a última palavra de Jesus aos seus discípulos. Até parece que este é o ponto mais alto do Novo Testamento. É como se o senhor estivesse todo o tempo preparando o terreno para dar esta palavra. Depois de fazer tudo o que o Pai lhe encomendara, finalmente o Senhor podia dar esta ordem:
"...Fazei discípulos de todas as nações...".
Podemos negligenciar este mandamento? Ou podemos fazê-lo de qualquer jeito, ou da maneira que acharmos melhor? NÃO. Devemos Buscar com toda diligência e procurar entender bem. O Senhor ressuscitado nos deu uma ordem e devemos cumpri-la a risca.
O Senhor não nos mandou juntar gente para fazer reuniões. As reuniões são importantes, assim como a cura dos enfermos. Os sermões tem o seu lugar, e certamente devemos cantar e louvar. Contudo o fundamental é fazer discípulos. A não ser que isto seja bem entendido, todas as outras coisas importantes serão a casca de uma fruta oca. Serão um amontoado de atividades sem propósito e sem valor eterno.
O que é um discípulo?
Comecemos com uma declaração objetiva:
"Um discípulo é alguém que crê em tudo que Cristo disse e faz tudo que Cristo manda."
É importante entender que no contexto do Novo Testamento não existe ninguém que seja convertido e não seja um discípulo. Convertido, salvo, discípulo, são todos termos que se referem a uma mesma pessoa, sendo que, cada termo salienta um aspecto diferente da vida ou experiência desta pessoa:
·Salvo: o que foi liberto da condenação e do poder do pecado.·Convertido: que passou por uma transformação de mente.·Discípulo: seguidor, praticante dos ensinos do mestre, submisso.·Crente: que crê
Cada um desses termos tem um significado diferente, mas todos eles são aplicados a uma mesma pessoa. Se não entendermos isso, viveremos em confusão. Porque ?
Porque é comum encontrarmos pessoas que se dizem convertidas, crêem sinceramente que são salvas, mas que, contraditóriamente a isto, dizem que seu alvo é serem submissas a Cristo. O seu desejo é "um dia" serem consagradas e totalmente entregues ao Senhor.
Ora isso é uma grande confusão, pois como alguém é convertido se não se entregou total e incondicionalmente s Jesus Cristo (Mt7:21), renunciando a tudo quanto tem (Lc14:33) e a própria vida (Lc14:26)?
Sabemos também, e isso afirmamos com tristeza, que um espírito de falsa profecia semelhante ao que havia em Israel na época de Jeremias, tem enganado a muitos. Naqueles dias quando o povo estava sob a condenação de Deus por causa da sua rebelião, falsos profetas diziam que havia paz com Deus, levando o povo ao engano. Este engano impedia o povo de experimentar um verdadeiro arrependimento.
"Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz." Jr 6:14
"Assim diz o Senhor dos exércitos: Não deis ouvidos as palavras dos profetas, que vos profetizam a vós, ensinando-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que desprezam a palavra do Senhor: Paz tereis; e a todo o que anda na teimosia do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós." Jr 23:16-17
Nestes dias Deus está restaurando o entendimento do evangelho do reino, para que se cumpra a profecia de Ml 3:18 "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve".
Aquele que pretende ser um convertido sem ser um discípulo, não encontrou tal pretensão nas escrituras.
Um convertido é mais que um crente. È um discípulo.
Podemos nos referir a uma pessoa que está no Reino de Deus usando qualquer um dos termos que aparecem nas escrituras, mas devemos nos acostumar a usar o termo discípulo, porque:
É o termo mais abrangente. Expressa com mais exatidão a realidade da vida de alguém que pertence ao Reino de Deus.
É o termo que Jesus, os apóstolos e os primeiros irmãos usaram. O termo discípulo aparece 260 vezes no Novo Testamento. O terno crente aparece 15 vezes.
Um Discípulo é algém qua aprende, vive o que aprende e o comunica a outros.

Extraido de http://www.odiscipulo.com/php/pagina.php?doc=fundamentos/discipulo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Materialismo e Avareza

(Jamê Nobre)
Paulo diz que o amor ao dinheiro é raiz de todos os males (1Tm 6.10). Diz que aqueles que quiseram se enriquecer caíram em laços e ciladas. A vontade de Deus é que tenhamos o necessário para viver, e que estejamos tranqüilos e confiantes nele para o nosso sustento (Mt 6.33).
A igreja, durante a sua história, envolveu-se com as riquezas deste mundo de tal forma que tem impedido o verdadeiro estabelecimento do Reino de Deus. O que geralmente ocorre é que em alguns grupos a grande quantidade de riquezas ocupa o tempo e o coração de seus líderes, ao mesmo tempo que em outros a falta de dinheiro gera intranqüilidade a ponto de levar seus obreiros a se envolverem no serviço secular. Tanto num caso como noutro, os líderes acabam não dando tempo suficiente a Deus, e nem a devida assistência à igreja, que se torna debilitada e doente espiritualmente, e conseqüentemente também não contribui bem financeiramente. Desta forma, um círculo vicioso se instala: o obreiro intranqüilo não oferece boa assistência; um povo mal assistido não contribui!
Obviamente não temos pretensão de esgotar o assunto, que é extenso, mas queremos abordar algumas questões fundamentais, sem medo de tocar naquilo que está abaixo da superfície.
Uma Igreja Comprometida Com o Poder Financeiro
A Igreja Católica, na Idade Média, chegou a concorrer com as maiores fortunas da época. Possuía riquezas de tal magnitude que dominava vidas de reis e imperadores. Essas riquezas eram adquiridas de diversas formas: vendas de indulgências; conquistas feitas durante as Cruzadas; posse das terras de pessoas amaldiçoadas por ela... (isso era mais comum do que se pensa).
As grandes catedrais construídas a partir do século XI vieram de uma crença que situava a presença de Deus nos edifícios: Deus estava nos grandes templos, e quem ajudasse a construir acumulava certos créditos diante dele, pois estavam construindo "a casa de Deus". Os sacerdotes se colocaram como representantes de Deus na terra, e isso ao ponto de ter poder de vida e morte sobre as pessoas. A separação entre clero e leigo foi acentuada de forma muito profunda.
Nesta época alguns homens foram levantados pelo Senhor para desfazer essa visão errônea, mostrando que não havia separação entre classes: a igreja toda era sacerdotal.
Homens como os valdenses, João Wycliff, os "Irmãos", Bernardo de Claraval, Domingos, e Francisco de Assis, vieram mostrar uma vida mais simples, de cuidado uns com os outros, e até chegaram a cair em extremos para contrastar com a posição da Igreja Oficial.
R. H. Nichols diz: "Em virtude desses dois fatores, excesso de autoridade e riquezas, o egoísmo dominou a vida da maioria do clero. Extremaram-se os clérigos no zelo e guarda de seus privilégios legais e sociais. Fizeram do dinheiro seu grande objetivo. Muitos deles se tornaram "pluralistas", isto é, exerciam dois ou mais ofícios eclesiásticos e aumentavam as suas rendas muitas vezes, alugando substitutos aos quais pagavam mal, para fazerem o trabalho que eles próprios não conseguiam fazer. Por meio da simonia (venda de coisas espirituais), que crescera muito apesar da luta de alguns reformadores desse tempo, eram obtidos lugares importantes e rendosos. Sinecuras (posições rendosas sem trabalho) eram objeto de especulação entre eles. A avareza era muito pior no alto clero. A cobiça, a extorsão, a violência dos bispos eram escândalo notório." (História da Igreja Cristã — Casa Publicadora Presbiteriana — p. 128).
Quando os reformadores se levantaram, algumas aberrações foram combatidas, como a venda de indulgências (Lutero), as grandes riquezas (Pedro Valdo), poderio (Francisco de Assis), envolvimento com o mundo (Bernardo de Claraval), distanciamento do povo nos cultos (João Wycliff). Eles pregavam uma vida mais simples, com salvação pela fé em Jesus, e colocavam a Bíblia nas mãos do povo, mas precisamos entender que aquela reforma somente abriu o caminho para uma restauração maior que o Senhor já vinha operando na vida do homem desde a vinda de Jesus e a descida do Espírito Santo.
A Semente Perversa Continua
Nos nossos dias essa restauração deve se aprofundar, pois a herança que recebemos de nossos pais desceu muito fundo em nossos hábitos religiosos e em nossa formação. Muitos protestantes e evangélicos condenam os excessos e desvios da Igreja Católica, enquanto continuam cegos às práticas e motivações que movem seus próprios ministérios e movimentos.
A área de finanças da igreja foi tocada somente em sua superfície, assim como outras áreas tais como: a forma de culto, a adoração individual, o cuidado das ovelhas, e o discipulado. O Senhor quer nos levar para seus padrões, para uma restauração de todas as coisas anunciadas pela boca de seus santos profetas (At 3.19-21).
O que aconteceu com a humanidade é que ela foi mergulhada num materialismo insano que domina toda sua forma de vida, suas ações, e seus ideais, e isso não deixou os cristãos ilesos.
A igreja assumiu uma mentalidade materialista de tal forma que sua maneira de agir não tem muita diferença dos padrões e alvos do mundo sem Deus. Seus cultos, seus ideais, sua forma de administração dos recursos — tudo está marcado pelo materialismo.
O Que é Realmente Sólido e Permanente?
O que é materialismo?
É uma forma de pensar, segundo a qual as coisas espirituais são abstratas, difusas e sem base, e as naturais são concretas e dignas de confiança. Porém, a Bíblia ensina diferente.
"Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas" (2 Co 4.18).
A maior parte da vida humana é dedicada à busca das coisas temporais como se fossem eternas. Entretanto, todas as coisas da terra estão se desgastando minuto a minuto e somente não o percebemos porque estamos na mesma dimensão e na mesma velocidade dessas coisas. Se pudéssemos aumentar a velocidade, como se faz com os filmes, poderíamos ver as coisas que valorizamos apodrecerem e se tornarem em pó. Essas coisas são, por causa disso, abstratas no contexto espiritual e eterno, e não podemos nos basear nelas por serem de tão pouca duração.
A eternidade e as coisas relacionadas a ela são concretas por sua duração e confiabilidade.
O materialismo invadiu a vida da igreja e até sua doutrina e expectativa escatológica, pois a visão da eternidade futura está carregada de cobiça material. Os crentes são encorajados a esperarem as mesmas coisas que buscam aqui, como amplas moradias (mansões), ruas bem pavimentadas (de ouro), e constante lazer e descanso.
Nossos pais nos passaram a visão de que sua grande expectativa era a glória da presença de Deus. Ansiavam por estar com o Senhor. As figuras que a Bíblia mostra apontam para realidades espirituais, alegorias, pois como se explica sete espíritos de Deus, mar de vidro, quatro seres viventes com olhos por diante e por detrás, com semelhança de leão, novilho, homem, e águia, e outras semelhantes?
Não pretendo interpretar essas coisas. Pretendo somente trazer à lembrança verdades valorizadas pelos que viveram antes de nós e que foram estabelecidas como referência para a igreja de hoje.
Cristãos como aqueles enumerados em Hebreus 11. Homens e mulheres que descobriram riquezas espirituais em Deus, e que por causa dessa descoberta desprezaram as coisas desse mundo, morando em cavernas, sendo perseguidos, vestindo-se de peles de animais, vendo o invisível, vivendo muito acima da maior dignidade desse mundo.
O Que Estamos Buscando?
Hoje muitos buscam na igreja a solução de problemas terrenos, e lutam pelo pão que perece, sem experimentar o contentamento por ter o que comer, o que beber e o que vestir.
Os alvos são ligados ao TER e não ao SER, como se o ter constituísse a vida do homem.
Estamos envolvidos por uma teia de propaganda de insegurança no futuro, e por isso nos mergulhamos numa busca inglória por bens materiais como se estes fossem confiáveis e nos trouxessem segurança.
A proposta do Senhor para nós é que, pelo fato de não sabermos o que nos espera, devemos lançar nosso pão sobre as águas e então, depois de muitos dias o recolheremos (Ec 11.1). Isso mostra que a forma de Deus agir é completamente diferente do pensamento do homem. Quando um pão cai nas águas derrete e é impossível recolhê-lo após algum tempo, muito menos depois de muitos dias. Deus apela para a nossa fé nele, no seu suprimento, nos seus milagres. Ele diz também que devemos "repartir com sete e ainda com oito, porque não sabes que mal sobrevirá à terra". Que diferente da mentalidade humana!
O povo cristão está sendo enganado, em grande parte, por um evangelho que anuncia BOAS COISAS e não BOAS NOVAS. Anuncia a busca da satisfação do coração, sem levar a experimentar o poder transformador da cruz de Cristo.
O Modelo de Jesus ou o Modelo das Empresas?
Os modelos de igreja hoje, em grande parte, são diferentes da igreja do livro dos Atos. O povo era ensinado a dar generosamente, servindo aos necessitados. Hoje o ensino é que ser rico é sinal da bênção de Deus e ser pobre é sinal de maldição.
De acordo com os padrões atuais o próprio Jesus teria dificuldade em ser pastor de algumas igrejas. O atual padrão de sucesso no ministério é estabelecido por três fatores: número de crentes, construção de prédios e saldo bancário. Quando um pastor tem um grupo pequeno e faz esse grupo crescer, ele é considerado relativamente bem-sucedido. Se construir novos prédios é um realizador. Se faz o saldo bancário subir, é bom administrador.
Creio que essas medidas são boas para empresas, pois apontam para uma realização natural e comercial. Se a empresa aumenta seu número de empregados, seus lucros e seu patrimônio, então podemos dizer que é uma empresa bem-sucedida.
No entanto, não vejo como aplicar essas medidas para a igreja, pois o nosso modelo é o Senhor Jesus no seu ministério aqui na terra, e em nenhum momento o vemos preocupado com essas coisas.
Quantos seguidores o Senhor Jesus tinha? Não podemos contar na hora da distribuição dos pães. Somente devemos contar os discípulos, pois é nas horas de agonia que se revela o irmão e não nas horas de festa. Na cruz estava somente um discípulo!
Como eram as finanças de Jesus? Ele nasceu em um lugar que não era seu. Tinha uma profissão bem simples e usou um jumento emprestado na sua entrada em Jerusalém. Vestia-se com roupas doadas e fez um milagre para pagar o imposto. Para concluir, o tesoureiro era ladrão!
Quantos templos Jesus edificou? Quando foi levado por seus seguidores para que pudesse admirar as construções do Templo, falou em derrubar!
Se ele se apresentasse em algumas denominações com o intuito de se tornar pastor, certamente seria rejeitado. Definitivamente, seu padrão não condiz com alguns modelos de igreja que temos hoje.
Precisamos acordar!
Precisamos transformar-nos pela renovação do nosso entendimento, sob pena de ter as nossas obras rejeitadas pelo Senhor por completa incompatibilidade entre a sua planta, e o que nós estamos fazendo.
O Senhor somente vai encher de glória o que for construído segundo a planta dele. A sua presença somente vai ocupar aquilo que estiver de acordo com o modelo que ele apresentou, e não segundo os projetos que se parecem conosco.

(Extraído da
Revista Impacto - Ano 5 nro 25)

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O que é o monumento da Geórgia?


As Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones) é um monumento em granito localizado num cume no condado de Elbert, estado norte-americano da Geórgia. O monumento fica a 72 quilômetros de Atlanta e são visíveis da Rodovia 77 (Highway 77). O granito da região é um dos melhores de todo o mundo, clima moderado e a posição geográfica (ponto mais elevado do condado) foram essenciais para a sua construção.
As Pedras Guia da Geórgia, também conhecidas como Stonehenge Americano, medem 19 pés e 3 polegadas (5,88 metros), utilizam 951 pés cúbicos (26,93 m3) de granito e todas as seis pedras juntas pesam mais de 119 toneladas.
Nas pedras estão gravadas dez frases em oito idiomas: árabe, chinês, espanhol, hebraico, hindi, inglês, russo e suaíli. No topo estão gravadas pequenas mensagens em línguas antigas: babilônio, grego clássico, sânscrito e em hieróglifos egípcios.
Entre os idiomas escolhidos para as mensagens foram ignoradas línguas faladas por milhões de
pessoas como alemão, francês, grego, japonês, italiano e português. A escolha dos idiomas mostra a preocupação em balancear regiões e religiões para o entendimento das mensagens. Por isso, estão incluídos o hebraico, com apenas 11 milhões de falantes, e o suaíli, principal idioma banto com 50 milhões de falantes na África oriental, mas que não chega nem perto do total de falantes do português – sexta língua mais falada no mundo (240 milhões de falantes), excluída das inscrições possivelmente pela proximidade lingüística ao idioma espanhol, uma das oito escolhidas.
O que está escrito nas Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)?
As dez frases escritas em cada um das oito línguas modernas são:1. Manter a humanidade abaixo de 500.000.000 em um balanço constante com a natureza.
2. Controlar a reprodução de maneira sábia – aperfeiçoando as condições físicas e a diversidade.
3. Unir a humanidade com um novo idioma vigente.
4. Controlar a paixão – fé – tradição – e todas as coisas com razão moderada.
5. Proteger povos e nações com leis e cortes justas.
6. Permitir que todas as nações regulem-se internamente, resolvendo disputas externas em uma corte mundial.
7. Evitar leis insignificantes e governantes desnecessários.
8. Balancear direitos pessoais com deveres sociais.
9. Valorizar a verdade – beleza – amor – procurando a harmonia com o infinito.
10. Não ser um câncer na terra – Deixar espaço para a natureza – Deixar espaço para a natureza.
História nas Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)
A lenda sobre a construção do local começou em junho de 1979, quando um bem-vestido e articulado chamado Sr. Christian (Cristão) procurou pelos escritórios de Elberton o custo de se construir um grande monumento. A empresa Elberton Granite Finishing foi contrata para realizar a obra por essa pessoa misteriosa, sob o pseudônimo de R.C. Christian. Especula-se que as iniciais R e C significam a ordem Rosa-Cruz, fraternidade que teria suas origens no personagem mítico do século XIV Christian Rosenkreuz, chamado também de Irmão C.R.C.
O Sr. Cristão disse que representava um pequeno grupo de americanos leais que vivem fora de Geórgia e que desejavam permanecer no anonimato para sempre. Ele contou aos construtores que os patrocinadores tinham planejado o monumento por anos e que os dez pontos das Pedras Guiam eram um uma apelo a todos os povos para preservar a humanidade e o planeta.
O local escolhido deveria ser remoto e longe dos turistas das cidades locais. Além da fartura de excelente granito (um dos materiais mais usados para lápides), clima e localização, o Sr. Christian disse que a escolha era também pessoal. Sua bisavó tinha nascido na Geórgia.As Pedras Guia da Geórgia foram inauguradas em março de 1980, com a presença de 100 pessoas. A propriedade do terreno onde se encontram os monumentos é obscura. No registro de imóveis do condado de Elbert indica que o próprio condado teria comprado o terreno de cerca de 2 hectares onde está localizado o monumento em 1º de outubro de 1979 por US$ 5 mil.
Nos últimos anos rituais de diversos tipos de grupos foram feitos no local, incluindo casamentos e reuniões de nativos, cristãos, pagãos, entre outros. Pessoas chegam ao monumento para meditar, visitar, fazer turismo, tentar decifrá-lo e até depreciá-lo. Em 2008, as pedras foram pichadas com a frase “Morte a Nova Ordem Mundial”, “A elite quer matar 80% da humanidade”, “Não ao Governo Mundial” e “Jesus prevalecerá”.
Características astronômicas das Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)
As quatro pedras exteriores são orientadas pela migração anual do Sol. Na coluna do centro há um furo onde Polaris pode sempre ser vista, se as condições de tempo permitirem. Polaris é a estrela mais brilhante da constelação Ursa Menor e popularmente conhecida como Estrela Polar – chamada assim por estar muito próxima ao Pólo Celeste. A estrela foi escolhida para simbolizar constância e a orientação com as forças da natureza. Há também nas pedras da Geórgia um entalhe que faz uma janela que alinha com os solstícios e equinócios (eventos que marcam os inícios das estações). Esta janela faz que o sol brilhe para indicar o meio-dia em uma linha curvada.
Tábua de instruções das Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)
Além das inscrições existe uma tábua de instruções cravada no chão próxima ao monumento. A tábua identifica a estrutura, características astronômicas, patrocinadores (identificados na tábua apenas como “Um pequeno grupo de americanos que procuram a idade de razão”) e as línguas usadas nas Pedras Guia da Geórgia. O mais intrigante são os dados de uma cápsula de tempo enterrada sob a tábua com espaço para preenchimento de quando a data foi/será enterrada e quando deve ser reaberta. A cápsula foi ou será enterrada conforme a instrução da tábua “a seis pés abaixo deste ponto”. Cápsula do tempo é um recipiente completamente fechado para guardar mensagens e objetos para ser encontrados por gerações futuras.
Qual objetivo das Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)?
Os críticos do monumento afirmam que as Pedras são “Os Dez mandamentos do Anticristo”. Segundo eles, as pedras foram construídas por sociedades secretas satânicas com o objetivo de implementar a
Nova Ordem Mundial. O ativista político John Conner conclamou a destruição das Pedras da Geórgia, e que o entulho deveria ser usado em outras obras. Já entre os que defendem as Pedras Guia da Geórgia está a viúva do ex-Beatle John Lennon. Yoko Ono disse que as mensagens inscritas são “Um importante chamada ao pensamento racional”.
Argumentos contra as Pedras Guia da Geórgia (Georgia Guidestones)
O primeiro “mandamento” é o que mais chama a atenção dos críticos. Vários defensores de um Governo Mundial defendem a redução da população e o controle da natalidade. Os mesmos grupos são acusados de fomentar a histeria do Aquecimento Global para incluir mais e mais taxas para concluir seu objetivo de acabar com a soberania dos países. Este “mandamento” além de “pedir” uma redução dos atuais 6,7 bilhões de seres humanos para apenas 500 milhões, pede que isto seja feito em harmonia com a natureza. Algumas perguntas ficam no ar? Quem serão os escolhidos para ficar no grupo dos 500.000? Como a população será reduzida para ficar em “harmonia” com a natureza? As mesmas pessoas e grupos que pedem um governo mundial não são as mesmas pessoas que pedem investimentos e novos impostos para combater o Aquecimento Global? por
Os outros “mandamentos” não são menos aterrorizantes. O segundo pede o controle da reprodução, com a intromissão do governo mundial na esfera mais íntima e pessoal – a concepção. Controlar a reprodução de maneira sábia significa uso da inteligência de políticas de restrição ao número de filhos, incentivo ao aborto, esterilização em massa, além do claro pedido de reintrodução da eugenia (aperfeiçoando as condições físicas); o terceiro urge a criação de um novo idioma, que poderá ser seguido por apenas uma religião, uma moda, um povo. Não é de se espantar que o novo prédio que está sendo construído no lugar das Torres Gêmeas do World Trade Center fossem renomeados de Freedom Tower (Torre da Liberdade) para 1 World Trade Center.
O quarto mandamento pede o domínio da razão sob todas as formas abstratas. O controle da fé, tradição, paixão foi testado em regimes autoritários, onde o Governo controlará tudo e a todos, inclusive garantirá que os seus sentimentos sejam supervisionados em nome do bem comum.
O quinto e o sexto mandamento pedem a proteção de povos e nação em cortes mundiais, com direito a autonomias insignificantes. Para os críticos das pedras os exemplos destas “proteções” e “liberdades” já ocorrem nos países que foram invadidos para a própria proteção e novos povos que precisam, sem querer, de uma corte mundial para o seu próprio bem.
Aparentemente a burocracia é o que deve ser combatida no sétimo mandamento. Entretanto, esta pode significar a solicitação de um Governo Mundial para combater os gastos desnecessários de leis, governos, e, conseqüentemente, emissão de monóxido de carbono! O oitavo mandato é bastante claro. Todos os governos autoritários se definiram como agentes do bem-estar social. O balanceamento entre os direitos pessoais e deveres sociais indicam que há uma desproporção e, logicamente, a balança penderá para o seu dever com a sociedade. Não espere que eles admitam que você paga impostos em excesso e que seus direitos pessoais serão aumentados. O aumento dos deveres sociais significarão trabalhos forçados, campos de concentração e aumentos de taxas para tornar a sociedade mais “justa”.
A harmonia com o infinito que fala o nono parágrafo está relacionada com o seu dever com a natureza. Mesmo que os maiores expoentes da luta pela natureza gastem em média 20 vezes mais de energia elétrica em suas mansões é o cidadão comum que terá de economizar luz, água e será sobretaxado para ajudar a combater as mudanças climáticas. Deve-se valorizar a verdade, mas qual verdade? Deve-se valorizar a beleza? Mas qual beleza eles se referem? A beleza dos padrões da eugenia que levou a morte milhões de pessoas indefesas?
O último mandamento faz um elo com o primeiro. A idéia é que nós seres-humanos somos o câncer do planeta e que devemos ser reduzidos em quantidade para que a “natureza” tome conta. O ser-humano visto como um mal a ser aniquilado é transmitida diariamente para conquistar corações e mentes. O propósito é que aceitemos que devemos ser eliminados para que uma pequena elite controle todo o planeta numa ditadura global que trará escravidão para quem sobreviver em nome da harmonia com o planeta.
Não é o fato de negar a necessidade de preservar o planeta, mas combater os falsos ambientalistas. Estes são pessoas e grupos que utilizam algo que ninguém deseja e pode perder, nosso planeta, para chantagear a sociedade com taxas para realizar uma ditadura global, na qual os verdadeiros defensores do meio-ambiente se arrependerão por ter ajudado aqueles que, na verdade, utilizam a bandeira para fins egoístas.
Para chegar ao ponto de equilíbrio com o planeta planejado por esses grupos é necessário que a população reduza dos atuais 6,8 bilhões para apenas 500 milhões. Isto significa que eu, você, seus amigos, parentes e conhecidos teremos poucas chances de entrar no seleto grupo da harmonia, que se fosse realmente bom não seria gravado com pedras de fazer túmulos e, muito menos, pediria o abatimento de mais de 6.000.000.000 de seres-humanos.
Todos os pontos guias não foram feitos para você. São instruções de como o governo mundial vai controlar todos os detalhes de sua vida, restringindo ao máximo a sua privacidade através de autoridades inacessíveis e sem lugar para fugir. Lembre-se: de boas intenções o inferno está cheio.
Você deve estar se perguntando por que nunca tinha ouvido falar de um monumento construído na maior economia do mundo. Uma obra que conclama a redução drástica da população, uma nova religião, um governo mundial baseado na histeria ambientalista e no abusivo jogo de palavras que sugere harmonia, mas oferece escravidão. Em toda a história humana os tiranos chegaram ao poder um futuro melhor que jamais chegou, em troca pedem mais sacrifício e menos liberdade em nome da harmonia e das futuras gerações. Se você nunca ouviu falar nas Pedras Guia da Geórgia é porque a grande mídia tem distrações elaboradas a desviar a sua atenção como um novo reality show ou as declarações da sensação do último campeonato.

Fonte
http://reporterdecristo.com/os-%E2%80%9Cdez-mandamentos%E2%80%9D-da-nova-ordem-mundial-as-pedras-guia-da-georgiaeua/

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A ALEGRIA DE DISCIPULAR

(por Jan Gottfridsson)

Para alguns, um grande privilégio, como de fato é. Porém, para outros, parece ser algo que vai além de suas capacidades, tornando-se um fardo. Neste processo precioso de frutificação para o Senhor, precisamos considerar quatro fases:
GANHAR – CONSOLIDAR – DISCIPULAR – ENVIAR.
GANHAR“O fruto do justo é árvore de vida, e o que ganha almas é sábio.” (Provérbios 11.30)“Os que forem sábios, pois, resplandecerão, como o fulgor do firmamento; e os que a muitos conduzirem à justiça, como as estrelas sempre e eternamente.” (Daniel 12.3)CONSOLIDAR“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. ... Então os que lhe aceitaram a palavra foram batizados” (Atos 2.38,41)“de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado, pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Efésios 4.16)DISCIPULAR“fazei discípulos... ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.” (Mateus 28.19,20)“E, tendo anunciado o evangelho naquela cidade, e feito muitos discípulos, voltaram...” (Atos 14.21)ENVIAR“Então designou doze para estarem com ele e para os enviar a pregar...” (Marcos 3.14)“Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura.” (Marcos 16.15)Precisamos levar, pelo Espírito Santo, cada novo contato através da porta do reino e de uma experiência sobrenatural de BEM NASCIDOS, consolidando-os no corpo de Cristo com juntas de relacionamentos fortes e em um discipulado vigoroso; levando-os, por sua vez, a também se tornarem frutíferos. NÃO BASTA SERMOS DISCÍPULOS, TEMOS QUE SER DISCÍPULOS QUE FAZEM DISCÍPULOS!

DISCIPULADOO discipulado cristão é um relacionamento de mestre e aprendiz, baseado no modelo de Jesus e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aprendiz a plenitude da vida que tem em Cristo, que o discípulo é capaz de treinar outros para ensinar e formar outros.JESUS É O MESTRE FAZEDOR DE DISCÍPULOS. Como todo cristão leva o nome de Jesus, não existe lugar para a mediocridade no discipulado.“A ordem de Jesus que transforma a vida - “Segue-me” – engloba tudo hoje assim como englobava tudo naquele tempo. NÃO PODE SER TRATADA COM LEVIANDADE. O destino eterno das pessoas depende da sua resposta ao chamado de Cristo que ainda ecoa pelos séculos: Segue-me.”(Keith Philips)O discipulado é o processo de formar vidas, ensinando-lhes um novo estilo de vida com base no evangelho do reino. Portanto, um discípulo é alguém totalmente comprometido com o Senhor Jesus e com seus irmãos.É ALGUÉM QUE CRÊ EM TUDO O QUE CRISTO DISSE E FAZ TUDO O QUE ELE MANDA.(Moacir R. de Oliveira)O termo discípulo aparece no Novo Testamento mais de 250 vezes. Hoje em dia usamos termos como:· Convertido: alguém que mudou de direção, houve transformação;· Salvo: o que foi liberto da culpa e condenação do pecado;· Crente: aquele que crê (Atos 16.1; 5.14);· Cristão: seguidor de Cristo, igual a Cristo (Atos 11.26; 26.28; 1 Pedro 4.16);· Evangélico: não aparece na Bíblia (em Filipenses 1.27 lemos “fé do evangelho”)Todos os termos se referem à mesma pessoa, porém eram praticamente ignorados no Novo Testamento. Os seguidores de Jesus eram conhecidos como discípulos; não somente os doze (Lucas 6.13), ou os setenta (Lucas 10.1-23), mas todos aqueles que reconheceram a Jesus como Senhor (Mateus 27.57; João 9.27,28; Atos 6.1 e 2).OBS.: Até os anjos usaram esta linguagem em Marcos 16.7.O discipulado surge do vínculo natural em nossa tarefa de fazer discípulos. Deus quer que sejamos mais do que testemunhas e proclamadores. Ele nos deu a tarefa de ensinar e formar a vida da pessoa que se converte. Temos que entender, então, que o ministério de fazer discípulos não vai somente até o batismo, mas continua com a edificação do novo que se converteu.É uma relação de compromisso para edificação e frutificação. É alguém mais maduro que está ajudando o outro, que é mais novo na fé. Isto não é mais um método; é a prática de Jesus; é o que sustenta, edifica e ajusta ao corpo alguém que se converte.É um vínculo que surge naturalmente quando alguém ganha o outro e se sente responsável por ele; CUIDA, VELA, ENSINA, AMPARA, SOFRE E LEVA A CARGA.Assim, ninguém fica só. Todo “recém-nascido” fica com um “pai” ou uma “mãe” espiritual, que vai cuidar dele e alimentá-lo.“...filhos meus amados. Porque ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais...” (1 Coríntios 4.14-17)“...como pai a seus filhos, a cada um de vós, exortamos, consolamos e admoestamos, para viverdes por modo digno de Deus, que vos chama para o seu reino e glória.” (1 Tessalonicenses 2.11,12)“Admoesto-vos, portanto, que sejais meus imitadores” (1 Coríntios 4.16)(sigam os meus passos, como a um pai – Efésios 5.1, trad. Philips) Imitadores em quê?Na paternidade espiritual – não em sermos somente “pedagogos espirituais”, porém pais, dando nossas próprias vidas ao Senhor e aos filhos espirituais.OS IRMÃOS SÃO NOSSA ALEGRIA“Pois, quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em sua vinda? Não sois vós? Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!” (1 Tessalonicenses 2.19,20)“Não tenho maior alegria do que esta, a de ouvir que meus filhos andam na verdade.” (3 João 4)A melhor forma de investimento de nossa vida terrena (70 ou 80 anos – Salmo 90.10) é vivermos o propósito eterno de Deus, sendo seus cooperadores, investindo, buscando e pensando nas coisas de cima (Mateus 6.19,20; Colossenses 3.1-3).Nada dá mais alegria do que ver o reino de Deus se manifestando dia a dia em um discípulo que cresce à imagem de Jesus. Que tremendo privilégio fazermos parte desta obra maravilhosa! Como DEUS É BOM!Não há alegria e realização maior nesta vida do que aquela em que temos certeza de estarmos edificando vidas para toda a eternidade; homens e mulheres, jovens, adolescentes, velhos e crianças, enfim, uma família gloriosa “com cara de Jesus” para a glória de Deus Pai!
“Eu de boa vontade me gastarei e ainda me deixarei gastar em prol das vossas almas.” (2 Coríntios 12.15)
Fonte Site da Igreja em Porto Alegre)

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Família - Um Projeto Celestial

(UMA IDEIA DE OUTRO MUNDO)
(Tony Davidson)
Família é uma idéia de Deus. Sua intenção sempre foi encher a terra de filhos semelhantes a Jesus. Para realizar esse propósito Deus criou o homem e a mulher ordenando-lhes que se unissem e gerassem filhos. Assim, cada fílho seria, como Adão, semelhante a Jesus e à partir de seus pais seriam apresentados a Deus se tornando íntimos dEle.
Família é uma idéia da qual Deus não desistiu, não alterou, nem entregou para ser destruída. Quando o homem pecou, entretanto, Ele se afastou de Deus e de Seu propósito. Passou, então, a sofrer as conseqüências da degeneração de sua natureza como a quebra de do relacionamento com Deus. A partir disso todos seus relacionamentos foram atingidos por uma natureza corrompida que passou a caracterizar o homem.
O pecado degenerou o homem e seus relacionamentos produzindo uma corrupção progressiva durante a história da terra levando a um sistema de enganos chamado de mundo, sistema mundano, carnal.
A família, neste mundo governado pelo diabo, passou a ser duramente perseguida. A intenção do inimigo é clara, pois se ele atingir a família vai interferir diretamente no propósito eterno de Deus. Essa consciência é importantíssima para nós igreja. Quando a família é criticada, desvalorizada ou prejudicada não são apenas grupos de indivíduos que estão sendo atingidos, mas o maravilhoso plano criado por Deus para cumprir seu Supremo Propósito. Da mesma forma quando famílias dignas são constituídas o propósito de Deus está sendo cumprido. Mais casais serão do Senhor e mais filhos serão criados nos caminhos do Senhor e mais famílias dignas serão formadas.
Precisamos portanto lutar contra toda investida maligna contra nossas famílias. Precisamos compreender como o inimigo está tentando atingir nossos lares e barrar sua ação. Mais que isso precisamos compreender que família não é um projeto deste mundo, é um projeto do céu, do reino de Deus, logo não pode ser vencido pelo inimigo.
Quero salientar um aspecto que me parece ser muito relevante quanto a qualidade de nossas famílias: a influência do mundo em nossos lares. Jesus sempre fez questão de deixar claro que nós não somos deste mundo e que, por isso, devemos nos guardar de sua contaminação e viver como seres da nação do Reino, da nação para a qual fomos transportados por Cristo – Col. 1:13.
Parece, entretanto, que nos falta uma consciência plena do que isso significa, pois tenho constatado uma presença sutil, mas veemente de valores, conceitos e atitudes próprias de vidas presas a este mundo nas nossas famílias.
Penso ser este um dos maiores problemas da igreja hoje. Nossa mentalidade e nossa prática não compreendem as implicações dessa mudança de nação. Vamos então discorrer um pouco sobre isso.
Comecemos sobre alguns sinais deste fato perceptíveis em nossas famílias:
· Os filhos ouvem os frívolos e terrenos desafios de sua geração e partem numa busca desesperada por sucesso profissional e financeiro.
· Muitas vezes atendem às pressões de uma sociedade hedonista cuja juventude cultua o corpo chegando até a ficar doente por não comer ou pelo uso de anabolizantes. Tudo para atender às ridículas exigências de beleza do mundo como se o corpo eterno fosse este corpo carnal.
· A força que dão valor não passa de um atributo muscular. A força que vem de Deus grande parte da atual geração nem sabe que existe ou para que serve.
· Nossos filhos são persuadidos a buscarem satisfação em tantas coisas deste mundo, alguma são até “góspel” mas também impedem que encontrem a plena satisfação que há em Jesus.
· A razão e a fé estão sempre em conflito na mente de nossos filhos. O culto ao conhecimento humano se opõe ao pouco fundamento característico da vida cristã da atual geração. Muitos não conseguem entender quão maravilhoso e inquestionável é o conhecimento de Deus.
· Eles falam e agem como tentando conquistar as riquezas deste mundo pondo aqui seus corações esquecendo-se (ou porque desconhecem) onde temos que ajuntar nosso tesouro. Falam de carros, roupas, casas, posição social mostrando toda sua ansiedade pelo ter. Essa é uma busca tão má que muitos ficam solitários, desprezados e rejeitados por não serem considerados vencedores. Outros tomam o caminho do orgulho e da avareza, infelizmente.
· Sentem-se pressionados a agradar aos colegas, aos parentes, aos professores e aos chefes. Têm medo de parecerem diferentes e estranhos aos amigos. Valorizam a popularidade mesmo que isso implique em esquecer a espiritualidade. Querem ser amados pelo mundo como se isso fosse realmente importante.
· Quando ouvem a palavra de Deus, ela soa como um conjunto de regras que devem ser adequadas a este mundo. Sendo isso impossível, a vida cristã torna-se um peso, apenas um peso.
Se nossos filhos tem sofrido tais pressões, pergunto: Eles sabem de onde são? Nós sabemos de onde somos? Se eles estão assim, aprenderam de nós, seus pais.
O resultado são pais e filhos amargurados ou desanimado sem conseguirem ser plenos no Reino, nem tão pouco satisfeitos no mundo.
Amados os tempos passam, o mundo está passando, mas nós não somos deste mundo. Nossos filhos não pertencem a este mundo, nossa família é de outra nacionalidade. Nascemos no Reino de Deus
1. De onde somos?
a. Somos do Reino, da Jerusalém Celestial, de onde Jesus é!
Mt 4:8 Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles
Jo 18:36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
Jo 8:23 E prosseguiu: Vós sois cá de baixo, eu sou lá de cima; vós sois deste mundo, eu deste mundo não sou.
Jo 16:28 Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai.
Jo 15:18 Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.
Jo 15:19 Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.
Jo 17:14 Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou.
Jo 17:15 Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.
Jo 17:16 Eles não são do mundo, como também eu não sou.
Jo 17:18 Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.
2. Se não somos do mundo como somos?
a. Não fazemos o que o mundo faz
Aborrecemos o mundo, não o amamos, não temos nosso prazer em fazer o que se faz nele, nos guardamos de seus rudimentos e contaminações.
Lc 21:34 Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da orgia, da embriaguez e das preocupações deste mundo, e para que aquele dia não venha sobre vós repentinamente, como um laço.
Tg 1:27 A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo.
Gl 1:4 o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai,
Gl 4:3 Assim, também nós, quando éramos menores, estávamos servilmente sujeitos aos rudimentos do mundo;
Gl 6:14 Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.I Jo 4:6
b. Não buscamos o que o mundo busca
No mundo se busca o favor dos homens. Prefere-se agradar aos homens que agradar a Deus.
Gl 1:10 Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.
Jo 14:31 Contudo, assim procedo para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me ordenou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
No mundo as pessoas buscam uma coroa corruptível, uma recompensa, uma satisfação que findará aqui, no sucesso de seus projetos terrenos. Nós buscamos uma recompensa no céu, uma coroa incorruptível, uma satisfação que não terá fim, no sucesso dos projetos eternos de Deus.
1Co 9:25 Todo atleta em tudo se domina; aqueles, para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, a incorruptível.
c. Não valorizamos o que o mundo valoriza
No mundo as pessoas valorizam o ter e nós o ser.
1Jo 2:17 Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.
Elas valorizam o acumular e nós o repartir
Mt 13:22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.
Mc 4:19 mas os cuidados do mundo, a fascinação da riqueza e as demais ambições, concorrendo, sufocam a palavra, ficando ela infrutífera.
No mundo se valoriza uma posição social, entre os homens. Nós valorizamos a posição onde estamos: assentados com Cristo, onde? Nas regiões celestiais.
Ef 2:6 e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus;
No mundo se valoriza o conhecimento humano, o melhor é o mais culto, aquele que abriga e articula o maiôs número de informações sobre o homem, suas descobertas, feitos e filosofias. Nós consideramos tudo como perda pela sublimidade do conhecimento de Deus. Não desprezamos o conhecimento humano, mas o consideramos apenas um meio de chegar aos homens para lhes apresentar a sublimidade do conhecimento de Cristo que torna louca a sabedoria do mundo.
1Co 1:20 Onde está o sábio? Onde, o escriba? Onde, o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?
1Co 2:12 Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente.
1Co 7:31 e os que se utilizam do mundo, como se dele não usassem; porque a aparência deste mundo passa.
d. Não dependemos do que o mundo depende
No mundo se depende do dinheiro, nós da fé. Não andamos ansiosos.
Lc 12:30 Porque os gentios de todo o mundo é que procuram estas coisas; mas vosso Pai sabe que necessitais delas.
As pessoas dependem de sua enfadonha luta, nós da provisão de Deus.
e. Não esperamos o que o mundo espera
No mundo as pessoas esperam na morte o seu fim. Nós vemos na morte o começo da vida que realmente importa. A vida pela qual nos preservamos das coisas deste mundo por vislumbrar a glória da eternidade com Jesus.
No mundo as pessoas esperam terminar a vida tendo deixado uma boa herança material para os filhos. Nós esperamos ir para Jesus tendo Deixado para nossos filhos o legado de nossa fé e experiência com Deus
No mundo as pessoas esperam sempre pelo próximo século pondo sua expectativa nas novidades materiais e sociais que ele trará. Nós esperamos pela consumação dos séculos quando chegará o grande e maravilhoso dia do Senhor.
2Pe 3:10 Virá, entretanto, como ladrão, o Dia do Senhor, no qual os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas.
3. O que acontece quando vivemos como não sendo deste mundo?
Jo 16:33 Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
Vamos portanto verificar o quanto há de mundo em nossa mentalidade e em nossa família e vamos aborrecer isso tudo. Vamos elevar nossas famílias ao padrão celestial de onde somos, deixar que o Reino de Deus varra o mundo de nossas famílias. Vamos insistir e perseverar em negar os cuidados deste mundo impedindo que eles nos sufoquem. Assim, longe das influências do mundo e repletos das influências do céu nossos casamentos e filhos estarão bem firmados no Senhor, sem chances de serem atingidos pelo príncipe deste mundo.
· O sentido do casamento entre nós terá sua plenitude no casamento de Cristo com a Igreja. Para apressa-lo é que nos ajudaremos como marido e mulher e traremos outros casais para nossa nação. Muitos casais de estrangeiros se tornarão parte de nós, parte da nação santa de Deus.
· A maior ambição do marido será amar sua esposa como Cristo amou a igreja.
· O maior desejo das esposas será honrar e submeter-se a seus maridos como a igreja é com Cristo.
· Ter filhos será a consumação do profundo desejo de pais comprometidos com o Sonho de Deus de ter Sua grande Família e com Sua obra.
· A maior realização dos pais será entregar e enviar seus filhos.
· O maior alvo das crianças será obedecer e honrar seus pais.
· A maior necessidade dos adolescentes será experimentar e servir a Jesus.
· A maior fama dos adolescentes será seu profundo amor por Jesus e todos conhecerão que nossos filhos entregar seus corpos em sacrifício a Deus guardando-se puros para o casamento.
· O maior desejo dos jovens será cuidar das coisas de Deus enquanto vêem Deus cuidando de suas coisas e preparando-os para o casamento.
· A maior prática dos idosos será deixar a herança do Senhor para os mais jovens.
Com tais descrições espero que tenhamos voltado nossos corações e mentes para o campo dos sonhos. Não das utopias do mundo ou das desesperanças de quem desistiu de sonhar. È tempo de sermos revigorados na nossa capacidade de sonhar e realizar os Sonhos de Deus. Volte seus olhos para o Rei, o Governante de nossa nação e para Seu poder. O nosso inimigo já foi vencido, o mundo também foi vencido por Jesus. Sendo radicais nossa família prevalecerão contra toda tempestade, pois a teremos edificado sobre a rocha e não sobre areia. O resultado final será o nosso ajuntamento com nossos filhos e outras famílias naquela multidão do apocalipse. A grande Família de filhos vestidos de linho finíssimo adorando a Deus e juntamente com o Espírito dizendo: VEM JESUS. Então Ele virá e um novo e sonhado casamento consumará o sonho eterno de Deus de ter uma grande família de filhos semelhantes a Jesus.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Entre na presença de Deus.

Por
Fernando Corrêa

Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa,
Hebreus 10, 19-22

Aquele que nasceu de novo e tem Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador têm a alegria e o privilégio de não ter barreiras para se comunicar com Deus. Estes têm livre acesso a presença de Jesus. Portanto aproveitar essa oportunidade é pratica dos cristãos amam estar na presença do mestre. Em todos os momentos devemos buscá-lo, para que possamos crescer em maturidade e espiritualidade e viver pautados em Sua vontade. Muitos momentos das nossas vidas surgem grandes desafios e quando não sabemos o que fazer devemos recorrer ao Pai através da oração e lendo a Sua Palavra, para que Ele nos instrua e nos encha de sabedoria. A instrução de Deus é única e perfeita. Portanto, você que tem este privilégio aproveite a presença do Papai.

Que o Mestre te abençoe.

Cristianismo

Por Fernando Corrêa
Lucas 9.23

“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”.

Por muito tempo tenho escutado e lido autores que se dedicam a estudar a religião, e realmente percebo que quando o assunto é o cristianismo me parece que tais autores se tornam muito infelizes em suas colocações. Afirmo isso porque constantemente vejo afirmações como: “o cristianismo matou, o cristianismo roubou, o cristianismo escandalizou. Na realidade o cristianismo nunca fez nada disso.
Quando pensamos em cristianismo precisamos entender que o cristão é aquele que segue a cristo. É bem verdade que ninguém consegue imitá-lo em tudo, entretanto não consigo imaginar alguém que se de declara cristão roubando, matando ou provocando escândalos. Enganamos-nos com os movimentos que perpassaram esses últimos 2000 anos e infelizmente muita gente sem discernimento não consegue enxergar que os verdadeiros cristãos andaram na periferia e muitos ainda andam, não afirmo com isso que os movimentos religiosos denominados como cristão vivem em total desacordo com os ensinamentos de cristo mas afirmo que praticas reprováveis por Cristo não pode ser atribuída ao cristianismo e sim a indivíduos falsos, egoístas e desonestos.
A verdadeira Igreja tem paz como afirma o texto acima. Movimentos que promovem a violência de maneira nenhuma podem ser considerados. Os cristãos possuem unidade em torno do Espírito Santo, contribuem para a edificação mutua de seus membros e temem a Deus em primeiro lugar. A Igreja também cresce em maturidade e em numero.
Concluo afirmando que Jesus é o único caminho, ele não escandaliza, não falha, ele ama a todos e espera que todos venham a conhecê-lo.
Jesus continua sendo Senhor e Salvador. Continua recebendo quem se entrega para Ele e continua transformando vidas por amor e para glória de Deus.


terça-feira, 11 de maio de 2010

O que é o Evangelho?


por
John R. W. Stott



“Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gálatas 3:1-9).

[...]
a. O que é o evangelho.
O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. Esse verbo, prographein, significa “exibir ou representar publicamente, proclamar ou expor em um cartaz” (Arndt-Gingrich). Era usado em referência a editais, leis e notícias que eram expostos em algum lugar público para que fossem lidos, e também com referência a quadros e retratos.
Isso significa que, quando pregamos o evangelho, temos de nos referir a um acontecimento (a morte de Cristo na cruz), expor uma doutrina (o particípio perfeito “crucificado” indicando os efeitos permanentes da obra consumada de Cristo), e fazê-lo publicamente, ousadamente, vivamente, para que as pessoas vejam como se o testemunhassem com os seus próprios olhos. Isso é o que alguns autores têm chamado de elemento existencial da pregação. Fazemos mais do que descrever a cruz como um acontecimento do primeiro século. Na realidade descrevemos Cristo crucificado diante dos olhos de nossos contemporâneos, de modo que sejam confrontados com o Cristo crucificado hoje e percebam que podem receber hoje a salvação de Deus vinda da cruz.

b. O que o evangelho oferece.
Com base na cruz de Cristo, o evangelho oferece uma grande bênção. Versículo 8: “Em tu serão abençoados todos os povos”. O que é isso? É uma bênção dupla. A primeira parte é justificação (versículo 8) e a segunda é o dom do Espírito (versículos 2-5). É com esses dois dons que Deus abençoa a todos os que estão em Cristo. Ele nos justifica, aceitando-nos como justos diante dele, e coloca o seu Espírito em nós. E ainda mais, ele nunca oferece um dom sem dar o outro. Todos os que recebem o Espírito são justificados, e todos os que são justificados recebem o Espírito. É importante observar esta dupla bênção inicial, uma vez que atualmente muita gente ensina uma doutrina de salvação em dois estágios, que primeiros somos justificados e só posteriormente recebemos o Espírito.

c. O que o evangelho exige.
O evangelho oferece bênçãos; e nós, o que devemos fazer para recebê-las? A resposta adequada é “nada”! Não temos de fazer nada. Temos apenas de crer. Nossa reação não consiste nas “obras da lei”, mas em ouvir a “pregação da fé”, isto é, não em obedecer a lei, mas em crer no evangelho. Obedecer é tentar fazer a obra da salvação pessoalmente, enquanto que crer é deixar que Cristo seja o nosso Salvador e descansar em sua obra consumada. Assim Paulo enfatiza que recebemos o Espírito pela fé (versículos 2 e 5) e que somos justificados pela fé (versículo 8). Realmente, a palavra “fé” e o verbo “crer” aparecem seis vezes neste pequeno parágrafo (versículos 1-9).
Assim é o verdadeiro evangelho, o evangelho do Antigo e do Novo Testamento, o evangelho que o próprio Deus começou a pregar a Abraão (versículo 8) e que o apóstolo Paulo continuou pregando no seu tempo. É a apresentação, diante dos olhos dos homens, de Jesus Cristo como crucificado. Nessa base tanto a justificação como o dom do Espírito são oferecidos. E se exige apenas a fé.

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Fonte: STOTT, John. A Mensagem de Gálatas. Editora ABU; pp. 69-71.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

John Piper


Somos loucos por causa de Cristo, mas os profissionais são sensatos; os profissionais, porém, são fortes. mas ninguém nos respeita. antes, passamos fome, sede, nudez e falta de morada.

A Importância da Bíblia para dias atuais


Dr. Paulo Romeiro
A Palavra de Deus - viva, infalível, eterna - é totalmente fidedigna। É somente ela que deve nortear as decisões, que sacia a fome do coração e preenche as lacunas da alma. Ela revela quem é o Criador, quem é Satanás, exibe o plano de Deus para salvação dos perdidos e expõe os erros que vão surgindo, frutos dos pecados e imperfeições humanas.Os fatos históricos demonstram que os relatos e os ensinos bíblicos são de origem divina. A Bíblia contém uma revelação divina. Não se trata de uma fé cega, calcada no subjetivismo. Trata-se de uma fé objetiva que pode ser analisada e explicada. A pessoa que abraça o cristianismo não precisa aposentar a cabeça. Ela deve continuar pensando e exercendo o seu senso crítico. A fé cristã, embora transcenda a razão, não é irracional. Ela faz sentido. Alguém (não me lembro quem) até colocou isso muito bem com a seguinte frase: "O meu coração não consegue se alegrar totalmente com aquilo que a minha mente não entende a contento".Existem aqueles que afirmam não crer na Bíblia por que ela foi escrita por homens. Quando alguém me diz isso, pergunto logo: "E você, queria que ela tivesse sido escrita por um cavalo? Aí sim, não daria para crer". A Bíblia foi de fato escrita por homens, e o próprio apóstolo Pedro não negou isso ao escrever: "Antes de mais nada, saibam que nenhuma profecia da Escritura provém de interpretação pessoal, pois jamais a profecia teve origem na vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, impelidos pelo Espírito Santo" (II Pedro 1.20, 21).UM LIVRO INCOMPARÁVELO que vem a seguir sãos algumas declarações que demonstram ser a Bíblia Sagrada um livro sem paralelo, diferente de todos que já foram escritos:A Bíblia é o único livro no mundo que oferece provas objetivas de ser a Palavra de Deus. Somente a Bíblia fornece provas reais de ser divinamente inspirada.A Bíblia é a única Escritura sagrada que oferece salvação eterna como um Dom totalmente gratuito da graça e da misericórdia de Deus.A Bíblia contem os mais elevados padrões morais dentre todos os livros.Somente a Bíblia apresenta o mais realístico ponto de vista sobre a natureza humana, tem o poder de convencer as pessoas de seus pecados e a habilidade de transformar a natureza humana.Somente a Bíblia oferece uma solução realística e permanente para o problema do mal e do pecado humano.As características internas e históricas da Bíblia são excepcionais em sua unidade e consistência interna, apesar dela ter sido produzida por um período de mais de 1,500 anos, por mais de 40 autores diferentes, em três línguas, em três continentes, discutindo uma enorme quantidade de assuntos controvertidos, e ao mesmo tempo mantendo uma harmonia entre eles.A Bíblia é o livro mais traduzido, mais comprado, mais memorizado e o mais perseguido em toda a história.Somente a Bíblia tem resistido dois mil anos de intenso escrutínio pelos seus críticos, não apenas sobrevivendo aos ataques, mas prosperando e tendo a sua credibilidade fortalecida por tais críticas.A Bíblia tem moldado a história das civilizações mais do que qualquer outro livro. A Bíblia tem tido mais influência no mundo do que qualquer outro livro.Somente a Bíblia tem uma Pessoa específica (centrada em Cristo) como assunto em cada um de seus 66 livros, detalhando a vida dessa Pessoa através de profecias e tipos, por um período de 400 - 1,500 anos antes dela nascer.Somente a Bíblia proclama a ressurreição de sua figura central (Jesus Cristo), provada na história. [1] A IMPORTÂNCIA DA HERMENÊUTICAO mundo vive cercado de um desenvolvimento tecnológico e científico sem precedentes na história da humanidade. E apesar de todos os avanços conseguidos até agora, o ser humano continua sendo um fracasso moral e espiritual desde o Éden. Por esta razão, a Bíblia Sagrada tem sido, e sempre vai ser, um livro indispensável.Por se tratar de um livro de extrema importância, é preciso, ao mesmo tempo, interpretá-lo de acordo com as regras da hermenêutica, a ciência que estuda a interpretação de textos. Assim, pode-se dizer que a Bíblia é como uma navalha. Com ela se faz a barba, mas com ela se corta também o pescoço. Depende da maneira como ela é usada. Quando os princípios da hermenêutica e da exegese bíblica são abandonados, os abusos, as manipulações e os ensinos controvertidos começam a se multiplicar ao redor da Palavra de Deus. A ética desaparece do ministério cristão e da vida dos adeptos do cristianismo. Infelizmente, a situação atual reflete bastante este abandono da fidelidade bíblica, gerando mau testemunhos, suspeita, heresias e transtorno para o progresso do evangelho. Parte disso será tratado, a partir de agora, neste artigo. O leitor vai constatar que vários segmentos do evangelicalismo brasileiro abandonaram os princípios sólidos de interpretação bíblica, sucumbindo as pressões do marketing, do mercado e do capitalismo, em suas formas de atuar e de desenvolver o ministério cristão.O QUADRO ATUALUma das características de uma boa parte da Igreja Evangélica Brasileira é a sua avidez por novidades. Muitas igrejas hoje, ditas evangélicas, não se contentam mais com a sã doutrina pregada pelos apóstolos e pais da Igreja - mais tarde defendida pelos reformadores - e vivem numa busca constante de novidades e modismos doutrinários. Uma das últimas novidades a invadir o arraial evangélico brasileiro chegou de Bogotá, na Colômbia. Idealizado por César Castellanos Dominguez, o G 12 (Grupo dos Doze) é um movimento que propõe o crescimento das igrejas através de células, com reuniões nas casas. Até aí, tudo bem! De fato, não existe nada de errado em dividir a igreja em células ou grupos familiares para reuniões nos lares ou outros locais. Muitos grupos ao redor do mundo tem feito isso e até com bons resultados. Pode dar certo para uma igreja, enquanto que para outra não. Depende das circunstâncias, do contexto geográfico, social ou de outros fatores.Agora, o que preocupa em relação ao G 12 é o emprego de práticas e ensinos contrários a Palavra de Deus, tais como quebra de maldições hereditárias, cura interior, mapeamento espiritual e liberar perdão à Deus. O G 12 é ainda apresentado como o último avivamento de Deus na terra. É de fato, muita pretensão!Outra coisa curiosa é a facilidade com que muitos líderes têm de criar os locais sagrados de peregrinação. Enquanto o catolicismo romano conta com Aparecida do Norte, Lourdes, Fátima, o movimento da Nova Era com a Fundação Findhorn, na Escócia, o Instituto Esalen, na Califórnia, Machu Pichu, no Peru, muitos evangélicos partiram em caravanas para Toronto, no Canadá, em busca da gargalhada sagrada. Outros foram em grupos para Pensacola, nos Estados Unidos, em busca de avivamento. E agora, por último, a febre virou-se para Bogotá, na Colômbia, em busca, segundo eles, da única fórmula capaz de fazer a igreja crescer aos milhões. Qual será a próxima onda?A igreja evangélica hoje, em sua grande maioria, é uma igreja mundana, que segue os mesmos padrões de mercado e competição do mundo secular. Há uma mudança da visão bíblica para a visão empresarial. Antigamente, as qualidades valorizadas num líder cristão eram a sua vida de oração e ética, as suas habilidades e dons para interpretar e transmitir a Palavra de Deus, o seu convívio com as ovelhas, cuidando de suas feridas e levando as suas cargas. Hoje, o líder bem sucedido deve ser um animador de auditório, um especialista em marketing, sempre apressado, vestido com roupas de grife, freqüentando os melhores restaurantes e vivendo em mansões, com uma agenda cheia, sem tempo para orar, meditar e conviver com as ovelhas. Aliás, há muitos líderes hoje que amam a multidão e odeiam os indivíduos. Eles gostam da massa, mas nunca têm tempo para as pessoas. Os tempos realmente mudaram!Assim, as pressões do mercado levam os líderes e as igrejas a se tornarem extremamente criativos na tarefa de arregimentar seguidores. Estes já não são vistos como uma vida, uma alma pela qual Cristo morreu, mas como uma fonte de renda para encher os cofres de uma instituição que vai saciar a ganância e a luxúria de seus dirigentes. Surgem assim as sete sextas-feiras do poder, as sete quartas-feiras da prosperidade, os cultos de libertação, a reunião dos empresários. Etc.Outra coisa preocupante é o grande uso de símbolos, práticas e artefatos para se pregar o evangelho. Há de tudo: tapete ungido, arruda, sal grosso, corredor do amor, vassoura de fogo, mirra para embelezamento do corpo, cair, soprar, sandália de fogo, uma série enorme de correntes (da prosperidade, libertação, saúde, do amor etc.). Ora, o evangelho não foi feito para os olhos. O evangelho foi feito para o coração e para o intelecto, para a mente. Tanto que a fé cristã tem poucos símbolos. Ela tem os símbolos do batismo e da ceia. Não há preocupação com uma variedade de símbolos, pois o cristão adora a Deus em espírito (ou Espírito) e em verdade. Isto quer dizer que o nosso serviço a Deus deve ser segundo a orientação do Espírito Santo em dentro dos parâmetros da Palavra de Deus, que é a verdade (Jo 17.17). Assim, uma grande necessidade do momento no mundo evangélico é uma volta ao fundamento firme da Palavra de Deus.DE VOLTA À BÍBLIAQuando o apóstolo Paulo chegou a Mileto, enviou um recado aos anciãos de Éfeso para que se encontrassem com ele, pois queria falar-lhes. O texto de Atos 20.17-38 revela vários aspectos do caráter de Paulo e algumas de suas prioridades ministeriais. O texto também fala de sua humildade, suas lágrimas e tentações na pregação do evangelho.Paulo relata aos líderes de Éfeso que, nas suas viagens, ele nunca sabe o que vai lhe acontecer, senão aquilo que o Espírito Santo lhe revela, de cidade em cidade, dizendo que lhe esperam prisões e sofrimentos (v. 23). Assim, pode-se perceber que não existe na vida do apóstolo a preocupação com o conforto, a busca do luxo ou de reconhecimento. Ele nem mesmo considera a sua vida importante. Para ele, o mais importante é cumprir a sua carreira e dar testemunho do evangelho (v.24). Por isso, Paulo nunca deixou de anunciar-lhes toda a vontade de Deus (v.27).Em seguida, Paulo faz uma séria advertência: "Sei, que depois da minha partida, lobos ferozes penetrarão no meio de vocês e não pouparão o rebanho. E dentre vocês mesmos se levantarão homens que torcerão a verdade, a fim de atrair os discípulos para si. Por isso, vigiem! Lembrem-se de que, por três anos, jamais cessei de advertir a cada um de vocês, noite e dia, com lágrimas" (Atos 20.29-31).Por um lado, vejo hoje o crescimento das seitas e a infiltração de heresias no seio da igreja evangélica com muita tristeza. Por outro lado, sou obrigado a reconhecer de que se trata de um cumprimento profético. A Bíblia diz que isso iria acontecer. Ao escrever à Timóteo, Paulo declara: "O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios" (1Timóteo 4:1).Na Segunda vez que escreveu a Timóteo, o apóstolo volta ao assunto. Mesmo sabendo que sua morte estava próxima, a preocupação de Paulo ainda é com a sã doutrina. Observe suas palavras: Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. (2Timóteo 4.1-4). Paulo não diz à Timóteo: pregue sonhos, visões, revelações ou experiências. Embora haja espaço para tudo isso na vida espiritual, a ênfase do apóstolo é na Palavra de Deus.Não foi apenas Paulo quem se preocupou com a sã doutrina. O apóstolo Pedro também tratou do assunto na sua segunda carta, ao escrever: Mas surgiram também profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos destes homens, e por causa deles, será difamado o caminho da verdade. (2Pedro 2.1-2).Talvez esteja aqui a resposta que muitos me têm feito ao redor do Brasil. Por que os movimentos religiosos controvertidos e as igrejas evangélicas que abrem suas portas para ventos de doutrinas crescem tanto? A resposta é: por que é bíblico. A Bíblia disse que muitos seguiriam os seus falsos ensinos. Muitos hoje querem dar validade bíblica a um movimento por causa do seu crescimento.Ora, o crescimento numérico não é um critério válido para definir se algo é de Deus ou não. Se assim fosse, como ficaria o dilúvio, quando a maioria estava fora da arca e apenas uma minoria dentro dela? Se a quantidade fosse um critério válido, teríamos então que admitir que o Islamismo é a única verdade de Deus na terra, pois não há grupo maior ou que cresce mais. Multidões de Muçulmanos em Meca O argumento da quantidade é muito usado pelos líderes do G-12. Ora, se juntássemos todas as igrejas do G-12, o movimento não seria maior do que a Igreja Mórmon. Logo, quantidade não pode ser a evidência de que Deus esteja aprovando algum movimento.Como é bom constatar que os líderes de Éfeso levaram a sério as palavras de Paulo em Mileto. Quando lemos a carta à Igreja de Éfeso, no Apocalipse, vamos encontrar a seguinte declaração do Senhor: Conheço as suas obras, o seu trabalho árduo e a sua perseverança. Sei que você não pode tolerar homens maus, que pôs à prova os que dizem ser apóstolos mas não são e descobriu que eles eram impostores. Você tem perseverado e suportado sofrimentos por cauda do meu nome e não tem desfalecido. (Apocalipse 2.2, 3).Diante dos textos mencionados aqui e ao olhar o cenário evangélico brasileiro hoje, nada se torna mais importante para igreja evangélica do que uma volta à Palavra de Deus. A Igreja no Brasil precisa, urgentemente, de voltar a pregar o evangelho da salvação e não da solução. A enfatizar os tesouros eternos e não o sucesso presente. Lamentavelmente, há igrejas hoje mais interessadas em fabricar milionários do que transformar pecadores em santos. Infelizmente, em muitos púlpitos evangélicos, Satanás já levou a melhor. Que Deus tenha misericórdia de nós!
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