segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Encorajamento para desenvolver a santidade


por Joel R. Beeke

Joel Beeke é pastor da igreja Heritage Reformed Congregation, em Grand Rapids, MI, EUA. É presidente, Deão acadêmico e catedrático de Teologia Sistemática e Homilética do Seminário Reformado Puritano. Possui Ph.D pelo seminário Westminster em Teologia Reformada e Pós-reforma. Pr. Beeke atua como preletor em diversas conferências em várias partes do mundo, inclusive o Brasil; é autor e co-autor de mais de 50 livros, alguns já em português, como o livro “Vencendo o Mundo” (Editora Fiel) e outros em processo de tradução. É casado com Mary Beeke com quem tem 3 filhos
O desenvolvimento da santidade é uma necessidade. Thomas Watson chamou isso de “trabalho árduo”. Felizmente, Deus nos providencia muitas motivações para a santidade em sua Palavra. Para encorajar-nos na busca pela santidade, precisamos focalizar as seguintes verdades bíblicas.
Deus nos chamou à santidade
“Porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Ts 4.7). Todas as coisas às quais o Senhor nos chama são necessárias. Sua própria chamada, assim como todos os benefícios de um viver santo que experimentamos, devem nos induzir a buscar e praticar a santidade. A santidade aumenta o nosso bem-estar espiritual. Deus nos assegura que “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Sl 84.11). “O que a saúde é para o coração”, observou John Flavel, “a santidade é para a alma”.1 Na obra escrita por Richard Baxter sobre a santidade, os próprios títulos dos capítulos são esclarecedores: “Santidade é o único caminho de segurança”; “Santidade é o caminho mais benéfico”; “Santidade é o único meio honroso”; “Santidade é o caminho mais agradável”. Contudo, ainda mais importante, a santidade glorifica ao Deus que você ama (Is 43.21). Como afirmou Thomas Brooks: “A santidade faz o máximo para honrar a Deus”.
A santidade fomenta a semelhança a Cristo
Thomas Watson escreveu: “Devemos nos empenhar em sermos semelhantes a Deus em santidade. Este empenho é um espelho nítido no qual podemos ver um rosto; é um coração santo no qual pode ser visto algo do caráter de Deus”.4 Cristo é o padrão de santidade para nós — o padrão de humildade santa (Fp 2.5-13), compaixão santa (Mc 1.41), perdão santo (Cl 3.13), altruísmo santo (Rm 15.3), indignação santa contra o pecado (Mt 23) e oração santa (Hb 5.7). Desenvolver a santidade que procura assemelhar-se a Deus e tem a Cristo como padrão nos salva de muita hipocrisia e de um cristianismo apenas domingueiro. Esta santidade nos dá vitalidade, propósito, significado e direcionamento no viver diário.
A santidade dá evidência da justificação e da eleição
A santificação é um fruto inevitável da justificação (1 Co 6.11). Estes dois elementos podem ser distinguidos, mas nunca separados; o próprio Deus os uniu. A justificação está organicamente ligada à santificação; o novo nascimento dá origem à uma nova vida. O justificado andará no “caminho de santidade do Rei”. Em Cristo e através dEle, a justificação dá ao filho de Deus o direito e a ousadia de entrar no céu; a santificação dá-lhe a aptidão para o céu e a preparação necessária para chegar lá. A santificação é a apropriação pessoal dos frutos da justificação. B. B. Warfield observa: “A santificação é tão-somente a execução do decreto de justificação. Pois, se a santificação falhasse, a pessoa justificada não seria liberta de acordo com sua justificação”. Conseqüentemente, o decreto de justificação de Cristo, em João 8.11 (“Nem eu tampouco te condeno”), é imediatamente seguido pelo chamado à santidade: “Vai e não peques mais”. A eleição é também inseparável da santidade: “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade” (2 Ts 2.13). A santificação é a marca de identificação das ovelhas eleitas de Cristo. Por isso, a eleição é sempre uma doutrina confortante para o crente, pois esta é o seguro fundamento que explica a graça de Deus operando nele. Por isso, os nossos antepassados reformados consideravam a eleição como um dos maiores consolos do crente, visto que a santificação torna visível a eleição. Calvino insistiu que a eleição não deveria desanimar ninguém, pois o crente recebe consolo dela, e o incrédulo não é chamado a considerá-la — antes, ele é chamado ao arrependimento. Aquele que fica desanimado pela eleição, ou confia-se à eleição sem viver uma vida de santidade, está se tornando vítima de um mau uso satânico desta doutrina preciosa e encorajadora (veja Dt 29.29). Como afirma J. C. Ryle: “Não é permitido a nós, neste mundo, estudar as páginas do Livro da Vida, e ver se nossos nomes encontram-se ali. Mas, se há algo nítido e plenamente declarado a respeito da eleição, é isto — que os homens e mulheres eleitos serão conhecidos e distinguidos por vidas santas”.8 A santidade é o lado visível de sua salvação. “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.16).
A santidade promove a segurança
“Todos podem estar seguros de sua fé por meio de seus frutos” (Catecismo Heidelberg, Questão 86). Teólogos reformados concordam que muitas das formas e graus de segurança experimentados por crentes genuínos — especialmente segurança diária — são alcançados gradualmente no caminho da santificação , mediante o cuidadoso conhecimento da Palavra de Deus, dos meios da graça e da conseqüente obediência.9 Uma aversão crescente pelo pecado, mediante a mortificação, e um amor crescente pela obediência a Deus, por meio da vivificação, acompanham o progresso da fé, enquanto ela cresce em segurança. A santidade centralizada em Cristo e operada pelo Espírito é a maior e mais sã evidência da filiação divina (Rm 8.1-16). O meio de perder um senso diário de segurança é deixar de buscar santidade diariamente. Muitos crentes vivem de modo relapso. Tratam o pecado despreocupadamente, ou negligenciam as devocionais diárias e o estudo da Palavra. Outros vivem de maneira muito inativa. Não desenvolvem a santidade, mas assumem a postura de que nada pode ser feito para nutrir a santificação, como se esta fosse algo externo a nós, exceto em raras ocasiões, quando algo muito especial “acontece” interiormente. Viver de maneira descuidada e inerte é pedir por escuridão espiritual, desalento e falta de frutos diariamente.
A santidade nos purifica
“Todas as coisas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro” (Tt 1.15). A santidade não pode ser exercitada, quando o coração não foi fundamentalmente transformado por meio de regeneração divina. Por meio do novo nascimento, Satanás é destituído, a lei de Deus é escrita no coração do crente, Cristo é coroado Senhor e Rei e o crente é feito “disposto e pronto, conseqüentemente, para viver em Cristo” (Catecismo Heidelberg, Questão 1). “Cristo em nós” (Christus in nobis) é um complemento essencial para “Cristo por nós” (Christus pro nobis). O Espírito de Deus não apenas ensina ao crente o que Cristo fez, como efetiva a santidade e a obra de Cristo em sua vida pessoal. Por meio de Cristo, Deus santifica seu filho e faz suas orações e ações de graças aceitáveis. Como disse Thomas Watson: “Um coração santo é o altar que santifica a oferta; se não é por satisfação, é por aceitação”.
A santidade é essencial para um serviço efetivo a Deus
Paulo une a santificação à utilidade: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes erros, será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor, estando preparado para toda boa obra” (2 Tm 2.21). Deus usa a santidade para assistir aos pregadores do evangelho, para aumentar a influência da fé cristã, a qual é desonrada pelo descuido dos crentes e hipócritas que freqüentemente servem como os melhores aliados de Satanás. Nossas vidas estão sempre fazendo o bem ou o mal; elas são uma carta aberta para que todos leiam (2 Co 3.2). Um viver santo influencia e impressiona mais do que qualquer outra coisa; nenhum argumento pode igualar- se a uma vida santa. Ela mostra a beleza da religião; dá credibilidade ao testemunho e ao evangelismo (Fp 2.15).13 A “santidade”, escreve Hugh Morgan, “é o modo mais eficiente de influenciar pessoas não convertidas e de criar nelas uma disposição para ouvir a pregação do evangelho” (Mt 5.16; 1 Pe 3.1-2). A santidade manifesta-se em humildade e reverência a Deus. Deus procura e usa pessoas humildes e reverentes (Is 66.2). Como observa Andrew Murray: “O maior teste para sabermos se a santidade que professamos buscar ou possuir é verdade e vida, será observar se ela se manifesta na crescente humildade que produz. Na criatura, a humildade é algo necessário para permitir que a santidade de Deus habite nela e brilhe por meio dela. Em Jesus, o Santo de Deus que nos faz santos, a humildade divina foi o segredo de sua vida, sua morte e sua exaltação. O teste infalível para nossa santidade será a humildade diante de Deus e dos homens, a qual nos marca. A humildade é o esplendor e a beleza da santidade”.
A santidade nos prepara para o céu
Hebreus 12.14 diz: “Segui [literalmente: buscai]... a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor”. Como escreveu John Owen: “Não há imaginação que iluda tanto o homem, que seja mais tola e mais perniciosa do que esta: que pessoas não purificadas, não santificadas, que não buscam santidade em suas vidas possam depois ser levadas a um estado de bênção, que consiste no gozo de Deus. Nem podem tais pessoas ter gozo de Deus, nem tampouco Deus ser o galardão delas. De fato, a santidade é aperfeiçoada no céu; contudo, o começo dela está invariavelmente restringido a este mundo. Deus leva para o céu somente aquele que Ele santifica nesta terra. O Deus vivo não admitirá pessoas mortas no céu”. A santidade e o mundanismo, portanto, são opostos um ao outro. Se estivermos apegados a este mundo, não estamos preparados para o porvir.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Vídeo Perseguição Cristã

Da vergonha pensar que temos em muitos países liberdade para pregar o evangelho e não aproveitamos. Muitos até negam a Cristo por dinheiro, fama e vaidade. Esse vídeo é confrontador e nos faz pensar sobre nossa vivência cristã.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O que é um Discípulo

Antes de falarmos sobre o que é um discípulo, vamos observar esta ordem clara que o Senhor Jesus nos deu:
"E, aproximando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." Mt 28:18-20
Esta foi a última palavra de Jesus aos seus discípulos. Até parece que este é o ponto mais alto do Novo Testamento. É como se o senhor estivesse todo o tempo preparando o terreno para dar esta palavra. Depois de fazer tudo o que o Pai lhe encomendara, finalmente o Senhor podia dar esta ordem:
"...Fazei discípulos de todas as nações...".
Podemos negligenciar este mandamento? Ou podemos fazê-lo de qualquer jeito, ou da maneira que acharmos melhor? NÃO. Devemos Buscar com toda diligência e procurar entender bem. O Senhor ressuscitado nos deu uma ordem e devemos cumpri-la a risca.
O Senhor não nos mandou juntar gente para fazer reuniões. As reuniões são importantes, assim como a cura dos enfermos. Os sermões tem o seu lugar, e certamente devemos cantar e louvar. Contudo o fundamental é fazer discípulos. A não ser que isto seja bem entendido, todas as outras coisas importantes serão a casca de uma fruta oca. Serão um amontoado de atividades sem propósito e sem valor eterno.
O que é um discípulo?
Comecemos com uma declaração objetiva:
"Um discípulo é alguém que crê em tudo que Cristo disse e faz tudo que Cristo manda."
É importante entender que no contexto do Novo Testamento não existe ninguém que seja convertido e não seja um discípulo. Convertido, salvo, discípulo, são todos termos que se referem a uma mesma pessoa, sendo que, cada termo salienta um aspecto diferente da vida ou experiência desta pessoa:
·Salvo: o que foi liberto da condenação e do poder do pecado.·Convertido: que passou por uma transformação de mente.·Discípulo: seguidor, praticante dos ensinos do mestre, submisso.·Crente: que crê
Cada um desses termos tem um significado diferente, mas todos eles são aplicados a uma mesma pessoa. Se não entendermos isso, viveremos em confusão. Porque ?
Porque é comum encontrarmos pessoas que se dizem convertidas, crêem sinceramente que são salvas, mas que, contraditóriamente a isto, dizem que seu alvo é serem submissas a Cristo. O seu desejo é "um dia" serem consagradas e totalmente entregues ao Senhor.
Ora isso é uma grande confusão, pois como alguém é convertido se não se entregou total e incondicionalmente s Jesus Cristo (Mt7:21), renunciando a tudo quanto tem (Lc14:33) e a própria vida (Lc14:26)?
Sabemos também, e isso afirmamos com tristeza, que um espírito de falsa profecia semelhante ao que havia em Israel na época de Jeremias, tem enganado a muitos. Naqueles dias quando o povo estava sob a condenação de Deus por causa da sua rebelião, falsos profetas diziam que havia paz com Deus, levando o povo ao engano. Este engano impedia o povo de experimentar um verdadeiro arrependimento.
"Também se ocupam em curar superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz." Jr 6:14
"Assim diz o Senhor dos exércitos: Não deis ouvidos as palavras dos profetas, que vos profetizam a vós, ensinando-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor. Dizem continuamente aos que desprezam a palavra do Senhor: Paz tereis; e a todo o que anda na teimosia do seu coração, dizem: Não virá mal sobre vós." Jr 23:16-17
Nestes dias Deus está restaurando o entendimento do evangelho do reino, para que se cumpra a profecia de Ml 3:18 "Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve".
Aquele que pretende ser um convertido sem ser um discípulo, não encontrou tal pretensão nas escrituras.
Um convertido é mais que um crente. È um discípulo.
Podemos nos referir a uma pessoa que está no Reino de Deus usando qualquer um dos termos que aparecem nas escrituras, mas devemos nos acostumar a usar o termo discípulo, porque:
É o termo mais abrangente. Expressa com mais exatidão a realidade da vida de alguém que pertence ao Reino de Deus.
É o termo que Jesus, os apóstolos e os primeiros irmãos usaram. O termo discípulo aparece 260 vezes no Novo Testamento. O terno crente aparece 15 vezes.
Um Discípulo é algém qua aprende, vive o que aprende e o comunica a outros.

Extraido de http://www.odiscipulo.com/php/pagina.php?doc=fundamentos/discipulo

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Cristianismo

Por Fernando Corrêa
Lucas 9.23

“E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me”.

Por muito tempo tenho escutado e lido autores que se dedicam a estudar a religião, e realmente percebo que quando o assunto é o cristianismo me parece que tais autores se tornam muito infelizes em suas colocações. Afirmo isso porque constantemente vejo afirmações como: “o cristianismo matou, o cristianismo roubou, o cristianismo escandalizou. Na realidade o cristianismo nunca fez nada disso.
Quando pensamos em cristianismo precisamos entender que o cristão é aquele que segue a cristo. É bem verdade que ninguém consegue imitá-lo em tudo, entretanto não consigo imaginar alguém que se de declara cristão roubando, matando ou provocando escândalos. Enganamos-nos com os movimentos que perpassaram esses últimos 2000 anos e infelizmente muita gente sem discernimento não consegue enxergar que os verdadeiros cristãos andaram na periferia e muitos ainda andam, não afirmo com isso que os movimentos religiosos denominados como cristão vivem em total desacordo com os ensinamentos de cristo mas afirmo que praticas reprováveis por Cristo não pode ser atribuída ao cristianismo e sim a indivíduos falsos, egoístas e desonestos.
A verdadeira Igreja tem paz como afirma o texto acima. Movimentos que promovem a violência de maneira nenhuma podem ser considerados. Os cristãos possuem unidade em torno do Espírito Santo, contribuem para a edificação mutua de seus membros e temem a Deus em primeiro lugar. A Igreja também cresce em maturidade e em número.
Concluo afirmando que Jesus é o único caminho, ele não escandaliza, não falha, ele ama a todos e salvará muitos.
Jesus continua sendo Senhor e Salvador. Continua recebendo quem se entrega para Ele e continua transformando vidas por amor e para glória de Deus.


terça-feira, 11 de maio de 2010

O que é o Evangelho?


por
John R. W. Stott



“Ó gálatas insensatos! Quem vos fascinou a vós outros, ante cujos olhos foi Jesus Cristo exposto como crucificado? Quero apenas saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois assim insensatos que, tendo começado no Espírito, estejais, agora, vos aperfeiçoando na carne? Terá sido em vão que tantas coisas sofrestes? Se, na verdade, foram em vão. Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé? É o caso de Abraão, que creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça. Sabei, pois, que os da fé é que são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus justificaria pela fé os gentios, preanunciou o evangelho a Abraão: Em ti, serão abençoados todos os povos. De modo que os da fé são abençoados com o crente Abraão” (Gálatas 3:1-9).

[...]
a. O que é o evangelho.
O evangelho é Cristo crucificado, sua obra consumada na cruz. E pregar o evangelho é apresentar Cristo publicamente como crucificado. O evangelho não é, antes de mais nada, as boas novas de um nenê na manjedoura, de um jovem numa banca de carpinteiro, de um pregador nos campos da Galiléia, ou mesmo de uma sepultura vazia. O evangelho trata de Cristo na cruz. O evangelho só é pregado quando Cristo é “publicamente exposto na sua cruz”. Esse verbo, prographein, significa “exibir ou representar publicamente, proclamar ou expor em um cartaz” (Arndt-Gingrich). Era usado em referência a editais, leis e notícias que eram expostos em algum lugar público para que fossem lidos, e também com referência a quadros e retratos.
Isso significa que, quando pregamos o evangelho, temos de nos referir a um acontecimento (a morte de Cristo na cruz), expor uma doutrina (o particípio perfeito “crucificado” indicando os efeitos permanentes da obra consumada de Cristo), e fazê-lo publicamente, ousadamente, vivamente, para que as pessoas vejam como se o testemunhassem com os seus próprios olhos. Isso é o que alguns autores têm chamado de elemento existencial da pregação. Fazemos mais do que descrever a cruz como um acontecimento do primeiro século. Na realidade descrevemos Cristo crucificado diante dos olhos de nossos contemporâneos, de modo que sejam confrontados com o Cristo crucificado hoje e percebam que podem receber hoje a salvação de Deus vinda da cruz.

b. O que o evangelho oferece.
Com base na cruz de Cristo, o evangelho oferece uma grande bênção. Versículo 8: “Em tu serão abençoados todos os povos”. O que é isso? É uma bênção dupla. A primeira parte é justificação (versículo 8) e a segunda é o dom do Espírito (versículos 2-5). É com esses dois dons que Deus abençoa a todos os que estão em Cristo. Ele nos justifica, aceitando-nos como justos diante dele, e coloca o seu Espírito em nós. E ainda mais, ele nunca oferece um dom sem dar o outro. Todos os que recebem o Espírito são justificados, e todos os que são justificados recebem o Espírito. É importante observar esta dupla bênção inicial, uma vez que atualmente muita gente ensina uma doutrina de salvação em dois estágios, que primeiros somos justificados e só posteriormente recebemos o Espírito.

c. O que o evangelho exige.
O evangelho oferece bênçãos; e nós, o que devemos fazer para recebê-las? A resposta adequada é “nada”! Não temos de fazer nada. Temos apenas de crer. Nossa reação não consiste nas “obras da lei”, mas em ouvir a “pregação da fé”, isto é, não em obedecer a lei, mas em crer no evangelho. Obedecer é tentar fazer a obra da salvação pessoalmente, enquanto que crer é deixar que Cristo seja o nosso Salvador e descansar em sua obra consumada. Assim Paulo enfatiza que recebemos o Espírito pela fé (versículos 2 e 5) e que somos justificados pela fé (versículo 8). Realmente, a palavra “fé” e o verbo “crer” aparecem seis vezes neste pequeno parágrafo (versículos 1-9).
Assim é o verdadeiro evangelho, o evangelho do Antigo e do Novo Testamento, o evangelho que o próprio Deus começou a pregar a Abraão (versículo 8) e que o apóstolo Paulo continuou pregando no seu tempo. É a apresentação, diante dos olhos dos homens, de Jesus Cristo como crucificado. Nessa base tanto a justificação como o dom do Espírito são oferecidos. E se exige apenas a fé.

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Fonte: STOTT, John. A Mensagem de Gálatas. Editora ABU; pp. 69-71.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

John Piper


Somos loucos por causa de Cristo, mas os profissionais são sensatos; os profissionais, porém, são fortes. mas ninguém nos respeita. antes, passamos fome, sede, nudez e falta de morada.

Qual é o motivo da Evangelização?


porJ. I. Packer
Existem, de fato, duas razões que deveriam nos estimular permanentemente à evangelização. A primeira é o amor a Deus e a preocupação com a sua glória; a segunda, o amor ao homem e a preocupação com o seu bem-estar.1. O primeiro motivo é primário e fundamental. A principal finalidade do homem é glorificar a Deus. O grande princípio de vida da Bíblia é: “fazei tudo para a glória de Deus”. [1] Os homens devem glorificar a Deus obedecendo a sua palavra e cumprindo a sua vontade revelada. Semelhantemente o primeiro e maior mandamento é : “Amarás o Senhor, teu Deus”. [2] Quando obedecemos aos seus mandamentos, estamos simplesmente demonstrando o nosso amor pelo Pai e pelo seu Filho, que nos amaram tão ricamente. “Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama;” disse o nosso Senhor. [3] “Porque este é o amor de Deus:”, escreveu João, “que guardemos os seus mandamentos”. [4] Agora, a evangelização é uma das atividades que tanto o Pai quanto o Filho nos mandaram cumprir. “E será (‘é necessário', de acordo com Marcos) pregado este evangelho do reino,” diz Cristo, “por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”. [5] E, antes da sua ascensão, Cristo encarregou os seus discípulos usando os seguintes termos categóricos: “Ide,…, fazei discípulos de todas as nações …” A este mandamento ele imediatamente acrescentou uma promessa abrangente: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século”. [6] O alcance desta promessa nos mostra quão extenso é o campo de aplicação do mandamento ao qual ela está ligada. A frase “até à consumação do século” deixa claro que o “convosco”, a quem a promessa foi dada, não se referia só e exclusivamente aos onze discípulos; esta promessa se estende a toda a Igreja Cristã, por toda a história, toda a comunidade da qual os onze eram , por assim dizer, os membros fundadores. Trata-se, portanto, de uma promessa que vale para nós não menos do que para eles, e uma promessa que, além de tudo, é também um grande conforto. Mas se a promessa se aplica a nós, então a comissão com a qual está associada deve estender-se igualmente a nós. A promessa foi dada para encorajar os onze , para que não fossem esmagados pelas dimensões e dificuldades do trabalho de evangelização mundial de que Cristo os encarregara. Se recebemos o privilégio de nos apropriar da promessa, então é igualmente nossa responsabilidade aceitar a comissão. O trabalho confiado aos onze é a tarefa permanente da Igreja. E, se é a tarefa da Igreja em geral, então é a sua tarefa e a minha tarefa em particular. Se, portanto, nós amamos a Deus e estamos preocupados em glorificá-lo, devemos obedecer ao seu mandamento de evangelizar.Há outro aspecto ainda que precisamos considerar neste pensamento. Glorificamos a Deus pela evangelização não somente porque a evangelização é um ato de obediência, mas também porque na evangelização contamos a todo o mundo quão grandes coisas Deus fez para a salvação dos pecadores. Sempre que as suas obras poderosas da graça se tornam conhecidas, Deus é glorificado. O salmista nos exorta: “proclamai a sua salvação, dia após dia. Anunciai entre as nações a sua glória, entre todos os povos, as suas maravilhas”. [7] Para um cristão, falar aos incrédulos sobre o Senhor Jesus Cristo e do seu poder salvador significa por si só, honrar e glorificar a Deus.2. O segundo motivo que deveria nos predispor a uma evangelização assídua é o amor ao nosso próximo e o desejo de ver os outros seres humanos salvos. O desejo de ganhar os perdidos para Cristo deveria ser, e de fato é, a natural e espontânea decorrência do amor que está no coração de todos aqueles que já nasceram de novo. Nosso Senhor confirma a exigência, presente no Antigo Testamento, de amarmos ao nosso próximo, como a nós mesmos. [8] “Por isso, enquanto tivermos a oportunidade,” escreve Paulo, “façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé”. [9] Que maior necessidade pode ter o ser humano do que a necessidade de conhecer a Cristo? Que bem maior podemos fazer a qualquer ser humano do que lhe expor o conhecimento de Cristo? À medida em que realmente amamos ao nosso próximo como a nós mesmos, necessariamente desejaremos que ele desfrute da salvação que é tão preciosa para nós. Na verdade, isso não deveria ser algo em que deveríamos pensar, quanto mais discutir. O impulso para evangelizar deveria brotar espontaneamente em nós na medida em que reconhecemos a necessidade que o nosso próximo tem de Cristo.Quem é o meu próximo? Quando o intérprete da lei, que se viu confrontado com a exigência do amor ao seu próximo, fez esta mesma indagação ao nosso Senhor, Jesus respondeu narrando a história do Bom Samaritano. [10] O que esta história ensina é simplesmente isto: todo ser humano que você encontrar e que esteja necessitado, é o seu próximo; Deus o colocou no seu caminho para que você possa ajudá-lo e o seu negócio é revelar-se como sendo o próximo dele, fazendo tudo o que estiver ao seu alcance para suprir a necessidade dele, não importa qual seja. “Vai e procede tu de igual modo”, disse o nosso Senhor ao intérprete da lei. E ele nos diz o mesmo. E o princípio se aplica a todas as formas de necessidade, tanto espirituais quanto materiais. De modo que, quando nos achamos em contato com homens e mulheres que estão sem Cristo e, assim encaram a morte espiritual, devemos considerá-los como nossos próximos, e perguntar-nos o que podemos fazer para tornar Cristo conhecido deles.Devo enfatizar mais uma vez: se nós mesmos conhecemos algo do amor de Cristo por nós, e se sentimos um pouquinho de gratidão nos nossos corações pela graça que nos salvou da morte e do inferno, então esta atitude de compaixão e cuidado por nossos semelhantes espiritualmente necessitados deveria fluir de modo natural e espontâneo de dentro de nós. Foi em relação a uma evangelização agressiva que Paulo declarou que “o amor de Cristo nos constrange” [11]. É uma coisa trágica e repulsiva quando os cristãos perdem o desejo, e tornam-se verdadeiramente relutantes, de compartilhar o conhecimento precioso que têm com os outros cuja necessidade é tão grande quanto a sua própria. Foi natural para André, depois de ter-se encontrado com o Messias, partir e falar ao seu irmão Simão, e a Filipe que correu levar as boas novas ao seu amigo Natanael. [12] Ninguém precisou dizer-lhes para fazer isso; eles o fizeram de forma natural e espontânea, da mesma forma como natural e espontânea uma pessoa compartilharia com a sua família e amigos qualquer outra novidade que a tivesse afetado fortemente. Existe algo de muito errado conosco se não consideramos natural nós mesmos agirmos desta maneira. É bom que tenhamos clareza sobre isso. Evangelizar é um grande privilégio; é uma coisa maravilhosa estar em condições de falar aos outros sobre o amor de Cristo, estando cientes de que não há nada de que eles necessitam saber mais urgentemente, e não há nenhum conhecimento no mundo que possa lhes fazer um bem tão grande. Não temos, portanto, porque ser relutantes e tímidos na evangelização pessoal e individual. Pois deveríamos ficar felizes e contentes em fazê-lo. Não deveríamos buscar desculpas para fugir da nossa obrigação, quando se nos oferece uma oportunidade de conversar com os outros sobre o Senhor Jesus Cristo. Se nós nos pegamos fugindo desta responsabilidade e tentando evitá-la, temos que nos deparar com o fato de que, com isso, estamos cedendo ao pecado e a Satanás. Se (como acontece usualmente) é o medo de ser considerado anormal e ridículo, ou de perder a popularidade em certas rodas de amigos, que nos impede, é preciso que nos perguntemos, diante de Deus: Estas coisas devem nos impedir de amar ao nosso próximo? Se for uma falsa vergonha, que na verdade não é vergonha nenhuma, e sim orgulho mascarado, que impede a nossa língua de dar o testemunho cristão quando estamos com outras pessoas, precisamos fazer esta pergunta à nossa própria consciência: O que nos importa mais, afinal – a nossa reputação ou a salvação deles? Não podemos ser complacentes com essa gangrena de vaidade e covardia quando sondamos assim as nossas vidas na presença de Deus. O que precisamos fazer é solicitar a graça para que possamos transbordar de tal forma do amor de Deus, que transbordemos de amor pelo nosso próximo e, dessa forma, achemos fácil, natural e prazeroso compartilhar com ele as boas novas de Cristo.Espero, a esta altura, que esteja ficando claro para nós, como deveríamos considerar nossa responsabilidade evangelística. A evangelização não é a única tarefa que o Senhor nos deu, nem tão pouco é uma tarefa que todos são chamados a cumprir do mesmo modo. Não somos todos chamados para ser pregadores; não são dadas a todos as mesmas oportunidades ou habilidades comparáveis para lidar pessoalmente com homens e mulheres que necessitam de Cristo. Mas todos nós temos o mesmo dever de evangelizar, do qual não temos como fugir sem ao mesmo tempo com isso deixar de amar a Deus e a nosso próximo. Para começar, todos nós podemos e devemos estar orando pela salvação de pessoas não convertidas, particularmente da nossa família, e entre os nossos amigos e colegas do dia a dia. Além do mais, precisamos aprender a reconhecer as oportunidades de evangelização que as nossas condições cotidianas oferecem, e sermos ousados no aproveitamento delas. O ser ousado faz parte da natureza do amor. Se você ama alguém, fica constantemente pensando na melhor coisa que pode fazer pela pessoa e como pode melhor agradá-la com tudo o que você planeja para ela. Se, no caso, amamos a Deus – Pai, Filho e Espírito – por tudo o que eles fizeram por nós, devemos reunir toda a nossa capacidade de iniciativa e empreendimento para extrair o máximo de proveito que pudermos de cada situação para a sua glória – e a principal maneira de fazer isso é de descobrir formas e meios de disseminar o evangelho, obedecendo ao mandamento divino de fazer discípulos por todos os lugares. Similarmente, se amamos nosso próximo, reuniremos toda a nossa capacidade de iniciativa em empreendimento para encontrar formas e meio de lhe fazer bem. E a principal maneira de lhe fazer algo de bom é compartilhar com ele o nosso conhecimento de Cristo. Assim, se amamos a Deus e ao nosso próximo, evangelizaremos e seremos ousados em nossa evangelização. Não nos perguntaremos com relutância quanto devemos fazer neste campo, como se evangelizar fosse uma tarefa desagradável e pesada. Não perguntaremos ansiosamente qual o mínimo de esforço que devemos fazer, em termos de evangelização, que agradará a Deus. Mas perguntaremos avidamente e com toda sinceridade pediremos para que ele nos mostre quanto podemos fazer para disseminar o conhecimento de Cristo entre os homens, nos entregaremos de todo o coração a esta tarefa.Há, contudo, mais um aspecto que necessita ser acrescentado a isso, para evitar que o que dissemos até aqui seja mal aplicado. Não podemos jamais esquecer que o espírito empreendedor que se exige da nossa parte na evangelização, refere-se ao empreendimento do amor: um empreendimento que emana de um interesse genuíno por todos aqueles que buscamos conquistar e de um cuidado autêntico pelo seu bem-estar, que se expressa em um respeito genuíno por eles e em uma amizade genuína. Algumas vezes encontramos um zelo caça escalpos na evangelização, tanto no púlpito quanto em nível pessoal, que acaba se tornando vergonhoso e até alarmante. É vergonhoso pelo fato de não estar refletindo amor e cuidado, nem o desejo de ajudar, mas antes arrogância, presunção e o prazer de exercer poder sobre a vida dos outros. É alarmante, porque acaba se expressando em um brutal esmurrar psicológico da pobre vítima, capaz de causar enormes danos às almas sensíveis e impressionáveis. Mas, se o amor inspira e regula o nosso trabalho evangelístico, nos aproximaremos das outras pessoas com um espírito diferente. Se nos preocupamos verdadeiramente com elas, e se o nosso coração verdadeiramente ama e teme a Deus, então procuraremos apresentar Cristo a elas de uma forma que seja, ao mesmo tempo, honrosa a ele e respeitosa a elas. Não devemos tentar violentar a personalidade de ninguém, ou explorar os seus pontos fracos, ou tratar com dureza seus sentimentos. O que, sim, tentaremos fazer é mostrar-lhes a realidade da nossa amizade e preocupação, compartilhando com elas o bem mais precioso que temos. Este espírito de amizade e preocupação acabará transparecendo em tudo o que nós lhes dissermos, quer seja do púlpito quer em particular, não importa quão drásticas e avassaladoras possam ser as verdades que nós lhes estivermos dizendo.Há um livro clássico sobre evangelização pessoal de C. G. Trumbull , intitulado Taking Men Alive (Capturando os Homens Vivos). No terceiro capítulo deste livro, o autor nos conta a respeito de uma regra que o seu pai, H. C. Trumbull estabeleceu para si mesmo, nesta matéria. Ele dizia o seguinte: “Toda vez que eu tenho oportunidade de eleger o assunto da conversa com outra pessoa, o tema dos temas (Cristo) terá um destaque especial no nosso meio, de modo que eu possa identificar qual a sua necessidade e, se possível, satisfazê-la.” As palavras chaves aqui são: “ Toda vez que eu tenho oportunidade de eleger o assunto da conversa com outra pessoa ”. Elas nos lembram, primeiro, que tanto na evangelização pessoal quanto em todas as nossas relações com nossos semelhantes, devemos ser educados; e nos lembram, em segundo lugar, que a evangelização pessoal normalmente deve ser baseada na amizade . Normalmente você só terá o privilégio de escolher o assunto de conversação com o outro, depois que já tiver dado a si mesmo em amizade e estabelecido um relacionamento com ele, no qual ele sente que você o respeita, está interessado nele e o trata como um ser humano e não só como algum “caso”. Com algumas pessoas, é possível que você estabeleça um relacionamento como este em cinco minutos, enquanto que com outras isso pode levar meses. Mas o princípio permanece o mesmo. O privilégio de falar de uma forma íntima com outra pessoa sobre o Senhor Jesus Cristo tem que ser conquistado, e você o conquista convencendo-o de que você é seu amigo e de fato se preocupa com ele. Por isso a conversa longa indiscriminada, a intromissão sem ser chamado na privacidade da alma de outras pessoas, a insistência insensível ou exposição das coisas de Deus a estranhos relutantes que estão mais desejosos de ir embora – este tipo de comportamento em que as personalidades fortes e loquazes têm muitas vezes recaído em nome da evangelização pessoal , deveria ser descartado como uma caricatura de evangelização pessoal. Poderíamos chamar isso mais apropriadamente de evangelização impessoal! Na verdade, a brutalidade deste tipo de comportamento desonra a Deus; mais ainda, ele gera um ressentimento e predispõe a pessoa contra o Cristo , cujos professos seguidores agem de forma tão condenável. A verdade é que a verdadeira evangelização pessoal é muito custosa, porque ela exige de nós um relacionamento realmente pessoal com as outras pessoas. Nós temos que nos oferecer a nós mesmos em amizade honesta às pessoas, se quisermos que, algum dia, o nosso relacionamento com eles alcance o ponto em que tenhamos o privilégio de escolher o assunto e falar-lhes de Cristo, e podermos falar-lhes sobre as suas próprias necessidades espirituais, sem sermos nem mal-educados nem ofensivos. Se você deseja praticar evangelização pessoal, então – e eu espero que você o faça – você deve orar pelo dom da amizade. Uma amizade genuína, em todos os casos, é a marca registrada daquele tipo de pessoa que está aprendendo a amar ao próximo como a si mesmo.