terça-feira, 15 de março de 2016

MORMONISMO (Seita 3)



A história do mormonismo tem início com a pessoa de Joseph Smith, nascido a 23 de dezembro de 1805, no Condado de Windsor, Estado de Vermont, nos Estados Unidos.

I. UM RESUMO HISTÓRICO DO MORMONISMO
Para melhor compreender a história do mormonismo, torna-se necessário estudá-la partindo da sua base, isto é, da vida de Joseph Smith, o fundador da seita.


1.1. A Primeira Visão de Smith
Joseph Smith tinha mais ou menos dez anos de idade quando, com seus pais, mudou-se para Palmyra, no Condado de Ontário (atual Wayne), no Estado de Nova Iorque. Quatro anos após, mu­dou-se novamente, agora para Manchester, também no Condado de Ontário.
Foi criado na ignorância, pobreza e superstição. Ainda moço, decepcionou-se com as igrejas que conhecera. Foi nesse tempo que diz ter recebido a sua primeira visão, segundo a qual aparece­ram-lhe o Pai e o Filho, denunciando a falsidade de todas as igre­jas, com as seguintes palavras: "Eles se chegam a mim com os seus lábios, mas seus corações estão longe de mim; eles ensinam mandamentos dos homens como doutrina, tendo aparência de san­tidade, mas negando o meu poder" (O Testemunho do Profeta Joseph Smith, p. 4).

1.2. A Segunda Visão de Smith
De acordo com a relato do próprio Smith, apareceu-lhe o "anjo" Moroni, que, segundo fez crer, havia vivido naquela mesma re­gião há uns 1400 anos. Mórmon, o pai de Moroni, um profeta, havia gravado a história do seu povo em placas de ouro. Quando estavam a ponto de serem exterminados por seus inimigos, Moroni teria enterrado essas placas ao pé de um monte próximo do local onde hoje é Palmyra. Nessa visão, Moroni teria indicado a Joseph Smith o lugar onde as placas foram escondidas, e emprestou-lhe umas pedras especiais, um certo tipo de lentes, chamadas "Urim" e "Tumim", com as quais Joseph Smith poderia decifrar e traduzir os dizeres dessas placas.
Depois de conseguir as placas de ouro e as lentes, Smith, sen­tado por trás de uma cortina, teria ditado a um amigo a tradução do que estava escrito nas placas. Depois devolveu as placas e as lentes a Moroni. Uma vez traduzida, a obra foi publicada pela pri­meira vez em 1829, recebendo o título de O Livro de Mórmon.

1.3. Fundação da Igreja Mórmon
Joseph Smith cedo encontrou quem o aceitasse como profeta, pelo que fundou a "Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Desde então, ficou estabelecido como um princípio doutri­nário que esta era a única igreja verdadeira, e que fora dela não havia outro meio de salvação para o homem.

Joseph Smith, fundador do Mormonismo

Uma série de "revelações" de Joseph Smith foi desenvolven­do a doutrina dessa igreja, transformando-a, através dos anos, numa forma de politeísmo. Os crentes deveriam edificar uma teocracia, isto é, teriam o assessoramento de doze apóstolos. As pretensões de domínio de Smith eram tão elevadas que ele chegou a lançar-se candidato à presidência dos Estados Unidos.
Smith e seus seguidores sofriam não poucas perseguições, ra­zão por que eram levados a peregrinar de um a outro ponto da América, procurando onde estabelecer uma colônia e fundar o rei­no de Deus. Encontraram acolhida em Illinois, onde erigiram a cidade de Nauvoo. Ali, acusado de grosseira imoralidade e falsifi­cação, Smith foi preso, e uma turba enfurecida invadiu a cadeia e, a tiros, matou Smith e seu irmão, Hyrum.

1.4. A Divisão da Igreja Mórmon
Depois da morte de Joseph Smith, sua igreja se dividiu. A primeira facção seguiu a liderança de Brigham Young, fiel discí­pulo do "profeta" Smith. Como ainda eram muitas as persegui­ções que sofriam nessa época, Young e aqueles a quem liderava, após penosa peregrinação, em julho de 1847, chegaram ao Estado de Utah, na época território mexicano não ocupado, e, ali, onde hoje é a cidade de Salt Lake City, fundaram a sede da igreja, uma espécie de quartel-general, de onde o mundo seria alcançado pe­los apóstolos do mormonismo.
A maioria, no entanto, decidiu ficar sob a liderança de um filho de Joseph Smith, e separou-se dos demais, permanecendo no Estado de Missouri. Reorganizaram a igreja e estabeleceram sua sede em Independence, Missouri. Chamaram-na "Igreja Reorga­nizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias". Esta igreja tem prosperado e ainda permanece, embora seja menor que a de Utah.
Das várias facções que surgiram depois da morte de Joseph Smith, outra digna de menção é a "Igreja de Cristo do Lote do
Templo", com sede em Bloomington, Estado de Illinóis. Segundo as "revelações" recebidas por alguns líderes dessa facção, conven­ceram-se de que Sião, o lugar do regresso de Cristo à Terra, está em Bloomington, e não em Israel. Crêem que Ele terá o seu tem­plo em certo lote da área onde está a sede dessa igreja.

II. O LIVRO DE MÓRMON
Cabe-nos perguntar: O Livro de Mórmon é também a Palavra de Deus? Tem ele o significado e o valor que os mórmons dizem ter? A resposta a ambas as perguntas é: NÃO!

2.1. O Que É O Livro de Mórmon
A primeira edição de O Livro de Mórmon para o português apareceu no ano de 1938, e, até o ano de 1975, já haviam sido impressas seis edições. O Livro de Mórmon compõe-se de 15 li­vros, divididos em capítulos e versículos, tal como a Bíblia Sagra­da. Os seus livros estão dispostos da seguinte maneira:
Nome do Livro
Capítulos
Versículos
Livro de Nefi
22
618
2º Livro de Nefi
33
779
Livro de Jacó
7
203
Livro de Ênos
1
27
Livro de Jarom
1
15
Livro de Omni
1
30
As Palavras de Mórmon
1
18
Livro de Mosiah
29
786
Livro de Alma
63
1943
Livro de Helamã
16
497
3a Livro de Nefi
30
765
4a Livro de Nefi
1
49
Livro de Mórmon
9
227
Livro de Éter
15
433
Livro de Moroni
10
167

No seu todo, O Livro de Mórmon soma um total de 239 capí­tulos e 6553 versículos. Nele são encontrados capítulos inteiros da Bíblia. Por exemplo: Ia Nefi 20 é igual a Isaías 48; 2a Nefi 12 e 24 são iguais a Isaías 2 e 14; 3a Nefi 24 é igual a Malaquias 3; 3a Nefi 12 e 14 são iguais a Mateus 5 e 7; Moroni 10.7-20 é igual a 1 Coríntios 12.
Não obstante O Livro de Mórmon conter muito da Bíblia Sa­grada, ele a condena como um livro mutilado e cheio de erros, que Satanás usa para escravizar os homens. Isto é dito textualmente em Ia Nefi 13.28,29 e 2a Nefi 29.3,6.

2.2. Testemunhos Contra O Livro de Mórmon
São muitíssimas as provas de que O Livro de Mórmon é obra de homem e não a Palavra de Deus. Dentre essas provas desta­cam-se as seguintes:

• A opinião mais comum entre os estudiosos do mormonismo é que o conteúdo de O Livro de Mórmon, em grande parte, foi tomado de um romance de Salomão Spaulding, um pastor presbiteriano aposentado, que escreveu uma história fictícia dos primeiros habitantes da América.
• As descobertas arqueológicas e os estudos históricos pro­vam que os primeiros habitantes da região indicada em O Livro de Mórmon eram muito diferentes da descrição que ele dá quanto aos costumes, nomes, caráter e línguas.
O Livro de Mórmon contém mais ou menos 10.000 citações diretas da versão da Bíblia inglesa "King James", publicada pela primeira vez em 1611.
• O livro pretende ser a tradução de placas de ouro enterradas desde o ano 420 até 1823, contudo cita com precisão capítulos inteiros de uma Bíblia publicada em 1611. Isso é simplesmente inconcebível!
•  O livro foi escrito em uma linguagem paupérrima, porém, quando cita a Bíblia (o profeta Isaías, por exemplo), mostra erudição de linguagem, mais uma prova de que esses textos foram copi­ados diretamente da Bíblia.
O Livro de Mórmon põe na boca de personagens que vive­ram séculos antes de Cristo, palavras que a Bíblia atribui a nosso Senhor; ou põe na boca do Senhor palavras que só poderiam sair da boca de um bastardo e inculto.
• É estranho que Joseph Smith não mostrasse as placas de ouro a ninguém mais, além das três testemunhas abaixo, para que o seu testemunho fosse confirmado.
• Oliver Cowdery, David Whitner e Martins Harris são citados em O Testemunho do Profeta Joseph Smith como tendo visto as placas de ouro de onde Smith teria traduzido O Livro de Mórmon. O próprio Smith os chama depois de "ladrões e mentirosos, dema­siadamente maus para serem mencionados" (Smith, History of the Church, vol. IV, p. 461).
• Para tão volumoso conteúdo de O Livro de Mórmon, as pla­cas de ouro que Joseph Smith descreveu requeriam um trabalho microscópico ou algo miraculoso.
• Os muitos erros gramaticais e de conteúdo de O Livro de Mórmon o fazem obra de homem e não Palavra de Deus.

III. O "PROFETA" JOSEPH SMITH
Como o caráter de qualquer movimento ou religião é, de certa forma, um segmento do caráter do seu fundador, torna-se evidente que quanto mais conhecermos a respeito de Joseph Smith, melhor conheceremos o mormonismo, também chamado "A Igreja de Je­sus Cristo dos Santos dos Últimos Dias".
Foi Joseph Smith um profeta de Deus? Ou foi ele um falso profeta? A resposta a esta pergunta se acha na Bíblia Sagrada.

3.1. Como Julgar um Profeta
Deus mesmo nos dá o critério para julgar um profeta, procu­rando saber quando ele fala da parte do Senhor ou fala de si mes­mo; quando ele é um verdadeiro ou um falso profeta. Diz Deus:
"O profeta que presumir falar alguma palavra em meu nome, que eu não lhe mandei falar, ou o que falar em nome de outros deuses, esse profeta será morto. Se disseres no teu coração: 'Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou?' Sabe que quando esse profeta falar em nome do Senhor, e a palavra dele se não cumprir nem suceder como profetizou, esta é a palavra que o Se­nhor não disse; com soberba a falou o tal profeta: não tenhas te­mor dele... Quando um profeta ou sonhador se levantar no meio de ti, e te anunciar um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou pro­dígio, de que te houver falado, e disser: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los, não ouvirás as palavras desse profeta ou sonhador" (Dt 18.20-22; 13.1-3).
A prova do falso profeta tanto era razoável como natural, e consistia no seguinte: 1) Se a palavra proferida não se cumprir; ou 2) Se a palavra se cumprir, mas o profeta, prevalecendo-se disto, conduzir as pessoas a se afastarem do verdadeiro Deus e a segui­rem outros deuses.

3.2. Profecias de Joseph Smith
Vamos mostrar algumas das "profecias" de Joseph Smith que não suportaram o rigor e o crivo da exatidão divina:

3.2.1. A Nova Jerusalém e seu templo
Smith profetizou que a Nova Jerusalém e o seu templo devem ser erigidos no Estado de Missouri, nos Estados Unidos, nesta geração (Doutrina e Pactos, seção 84.1-5).
Ratificando esta absurda profecia, Orson Pratt, apóstolo do mormonismo, declarou efusivamente: "Os Santos dos Últimos Dias esperam o cumprimento desta profecia durante a geração em existência, em 1832, assim como esperam que o sol nasça e se ponha amanhã. — Por quê? — Porque Deus não pode mentir. Ele cumprirá todas as suas promessas" (Revista de Discursos, vol. IX, p. 71).

3.2.2. A CASA EM NAUVOO
Smith profetizou que sua casa em Nauvoo haveria de perma­necer e pertencer à sua família para sempre (Doutrina e Pactos, Seção 124.56-60). Porém, após sua morte, os mórmons deixaram a cidade e sua casa não pertence a nenhum dos seus familiares.

3.2.3.  Os INIMIGOS
Aplicou a si próprio o texto de 2Q Nefi 3.14, dizendo que os seus inimigos seriam confundidos e destruídos ao procurarem des­truí-lo. No entanto, ele foi morto à bala na prisão de Cartthage, em Illinóis, no dia 27 de junho de 1844.

3.2.4.  O NASCIMENTO DE JESUS
Falou que Jesus devia nascer em "Jerusalém", que é a terra de nossos antepassados (Alma 7.10), quando a Bíblia diz que Jesus nasceria em Belém da Judéia (Mq 5.2), profecia que se cumpriu fielmente (Mt 2.1).

3.2.5. A vinda do Senhor
Em 1835, profetizou: "a vinda do Senhor está próxima... até mesmo cinqüenta e seis anos deviam terminar a cena" (History of the Church, vol. II, p. 182).

3.2.6. Os "Habitantes da Lua"
Smith predisse que "os habitantes da lua têm tamanho mais uniforme que os habitantes da Terra, têm cerca de 1,83m de altura. Vestem-se muito à moda dos quacres, e seu estilo é muito geral, com quase um só tipo de moda. Têm vida longa, chegando geral­mente a quase mil anos" (Revista de Oliver B. Huntinton, vol. II, p. 166).
Evidentemente, Smith jamais sonhara que algum dia o ho­mem chegaria à lua, e verificaria que lá não há nenhum tipo de vida.

IV. PRINCIPAIS DOUTRINAS DO MORMONISMO
Como as demais seitas estudadas ao longo deste livro, o mormonismo também possui suas doutrinas exóticas e anti-bíblicas, como é mostrado a seguir.

4.1. Regras de Fé do Mormonismo
O próprio Joseph Smith, fundador do mormonismo, escreveu aquilo que até hoje é aceito como "Regras de Fé d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias", as quais se seguem:
• Cremos em Deus, o Pai Eterno, e no seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo.
• Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão.
• Cremos que, por meio do sacrifício expiatório de Cristo, toda a humanidade pode ser salva pela obediência às leis e regras do Evangelho.
• Cremos que os primeiros princípios e ordenanças do Evange­lho são: primeiro, fé no Senhor Jesus Cristo; segundo, arrependi­mento; terceiro, batismo por imersão, para remissão dos nossos pe­cados; quarto, imposição das mãos para o dom do Espírito Santo.
• Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, por profecia e por imposição de mãos por quem possua autoridade para pregar o Evangelho e administrar ordenanças.
• Cremos na mesma organização existente na igreja primitiva, isto é, apóstolos, profetas, pastores, mestres, evangelistas, etc.
•  Cremos no dom de línguas, na profecia, na revelação, nas visões, na cura, na interpretação de línguas, etc.
• Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, quando for correta a sua tradução; cremos também ser O Livro de Mórmon a Palavra de Deus.
• Cremos em tudo o que Deus tem revelado, em tudo o que Ele revela agora, e cremos que Ele ainda revelará muitas grandes e importantes coisas pertencentes ao Reino de Deus.
• Cremos na coligação literal de Sião, na restauração das Dez Tribos; que Sião será construída neste continente (o norte-ameri­cano); que Cristo reinará pessoalmente sobre a Terra, a qual será renovada e receberá a sua glória paradisíaca.
• Pretendemos ter o privilégio de adorar a Deus, o Todo-Poderoso, de acordo com os ditames da nossa consciência, e concede­mos a todos os homens o mesmo privilégio, deixando-os adorar, como ou o que quiserem.
• Cremos na submissão aos reis, presidentes, governadores e magistrados, como também na obediência, honra e manutenção da lei.
• Cremos ser honestos, verdadeiros, castos, benevolentes, virtuosos e em fazer o bem a todos os homens. Na realidade, podemos dizer que seguimos a admoestação de Paulo. Cremos em todas as coisas e confiamos na capacidade de tudo suportar. Se houver qualquer coisa virtuosa, amável e louvável, nós a procuraremos.

4.2. Destruindo Sofismas
Tem assustado a muitos cristãos sinceros o fato de haver gran­de semelhança entre determinados pontos deste credo mórmon e a crença bíblica por eles esposada. Vem ao caso indagar: "Isto signi­fica que os mórmons comungam dos mesmos princípios espiritu­ais que o Cristianismo autêntico aceita como doutrina bíblica?" A resposta é: NÃO! Como a sinceridade de uma crença não estabe­lece a sua veracidade, é muito fácil mostrar que, na teoria, o mormonismo diz crer no que o verdadeiro cristão crê; enquanto, na prática, as suas doutrinas se mostram pura heresia. Se não, vejamos:
a. O Deus e o Cristo do mormonismo não são os mesmos re­velados na Bíblia.
b. Na doutrina mórmon a pena do pecado é muito diferente da mostrada nas Escrituras.
c. A obra expiatória de Cristo tem significado bem diferente para o mormonismo.
d. Ainda que admita crer nos "princípios e ordenanças do Evan­gelho", o mormonismo os faz monopólio próprio.
e. A vocação ministerial só é legítima quando evidenciada por parte dos mórmons — dizem.
f. A Igreja Cristã fracassou, pelo que o mormonismo com toda a sua hierarquia, é hoje o único representante da verdadeira Igreja — afirmam.
g.  As operações do Espírito, conforme crê o mormonismo, nada têm a ver com aquelas manifestações tratadas no Novo Tes­tamento.
h. A Bíblia é um livro imperfeito, precisando ser suplementada pelo O Livro de Mórmon, Doutrina e Pactos, e A Pérola de Grande Preço — alegam.
i. A crença mórmon na revelação progressiva de Deus objeti­va estabelecer a canonicidade de O Livro de Mórmon, bem como das chamadas "revelações" de Joseph Smith.
j. O mormonismo crê que, na manifestação de Cristo, a Amé­rica do Norte, e não Israel, será a sede do seu governo milenar.
l. Enquanto admite crer nas autoridades constituídas, o mormonismo praticamente nega obediência ao único e verdadeiro Deus.

4.3. Outras Heresias da Doutrina Mórmon
Dado o grande volume de doutrinas defendidas pelo mormonismo, dentre outras, atente para as seguintes:

4.3.1. Acerca da Bíblia
"A Bíblia é a Palavra de Deus, escrita pelos homens. E básica no ensino mórmon. Mas os santos dos últimos dias reconhecem que se introduziram erros nesta obra sagrada, devido à forma como este livro chegou a nós. Além do mais, consideram-na incompleta como um guia...
"Suplementando-a, os santos dos últimos dias possuem três outros livros. Estes, como a Bíblia, constituem as obras-padrão da Igreja. São conhecidos como O Livro de Mórmon, Doutrina e Pac­tos, e A Pérola de Grande Preço" (Quem São os Mórmons?, p. 11).

4.3.2. Acerca de Deus
"Agora ouvi, ó habitantes da terra, judeus e gentios, santos e pecadores! Quando nosso pai chegou ao jardim do Éden, entrou nele com um corpo celestial, e trouxe consigo Eva, uma de suas esposas. Ele ajudou a organizar o mundo. Ele é Miguel, o Arcanjo, o Ancião de Dias! acerca de quem santos homens têm escrito e falado — ele é o nosso pai e nosso Deus, e o único Deus com quem devemos lidar" (Brigham Young, Revista de Discursos, vol. Lpp. 50,51).

4.3.3. Acerca de Jesus Cristo
"Ele não foi gerado pelo Espírito Santo..." (Revista de Discur­sos, 1-50).
"Jesus Cristo foi polígamo: Maria e Marta, as irmãs de Lázaro, eram suas esposas pluralistas, e Maria Madalena era outra. Tam­bém a festa nupcial de Cana da Galiléia, onde Jesus transformou água em vinho, realizou-se por ocasião de um dos seus casamen­tos" (Brigham Young, Wife nfl 19, 384).

4.3.4. Acerca da Igreja
"É evidente que a Igreja foi literalmente expulsa da Terra; nos primeiros dez séculos que seguiram logo após o ministério de Cris­to, a autoridade do sacerdote foi perdida entre os homens, e ne­nhum poder humano poderia restaurá-la. Mas o Senhor, em sua misericórdia, providenciou o restabelecimento de sua Igreja nos últimos dias, e pela última vez... Foi já demonstrado que essa res­tauração foi efetuada pelo Senhor através do Profeta Joseph Smith" {Mediação e Expiação, pp. 170, 171, 178).

4.3.5. Acerca do batismo pelos mortos
"Temos aqui [Hebreus 6.1,2] a explicação de como as portas de sua prisão poderão ser abertas e eles postos em liberdade; pela crença do Evangelho, através do batismo pelos mortos. Os que ainda estão na carne fazem trabalho vicário para os seus mortos, e, assim tornam-se salvadores do monte Sião" (O Plano de Salva­ção, p. 32).

4.3.6. Acerca do matrimônio
"O matrimônio, na teologia mórmon, é um contrato sagrado, ordenado divinamente. Sob a autoridade do sacerdote, um homem e uma mulher são casados não somente para essa vida como mari­dos e esposas legais, mas também para a eternidade" (Quem São os Mórmons?, p. 13).

4.3.7. Acerca do castigo eterno
"Não devemos dar uma interpretação particular a este termo; procuraremos entender corretamente o seu significado.
"Castigo eterno é o castigo de Deus; sem fim é a punição de Deus; ou, em outras palavras, é o nome da punição que Deus infli­ge, sendo ele eterno em sua natureza.
"Por isso, todos aqueles que recebem castigo de Deus, rece­bem um castigo eterno, dure este uma hora, um dia, uma semana, um ano ou uma era" (O Plano da Salvação, p. 35).

4.4. Refutação a Essas Doutrinas Falsas
O árbitro maior da fé cristã não é a teologia seca e morta, nem as alegadas "visões" de homens, sejam eles quem forem, mas a Bíblia Sagrada. E é à luz dos seus ensinos que as crenças do mormonismo são refutadas, como é mostrado a seguir.

4.4.1. A BÍBLIA
A Bíblia Sagrada fala de si mesma, como:
• O livro dos séculos (SI 119.89; 1 Pe 1.25).
• Divinamente inspirada (Jr 36.2; 2Tm 3.16; 2 Pe 1.21).
• Poderosa em sua influência (Jr 5.14; Rm 1.16; Ef 6.17; Hb4.12).
• Absolutamente digna de confiança (1 Rs 8.56; Mt 5.18; Lc 21.33).
• Pura (SI 19.8).
• Santa, justa e boa (Rm 7.12).
• Perfeita (SI 19.7; Rm 12.2).
• Verdadeira (SI 119.142).
Os escritos mais antigos dos Pais da Igreja, apoiados pelas mais recentes descobertas arqueológicas, provam que a Bíblia é um livro inalterável em conteúdo literário e doutrinário.

4.4.2. Deus
• Deus e Adão são pessoas distintas. Deus é o Criador (Gn 1.26), enquanto Adão é criatura de Deus (Gn 1.27).
• Deus não é homem (Nm 23.19).
• Deus é Espírito (Jo 4.24).
• Deus é imutável (Ml 3.6).
• Deus é eterno (SI 102.26,27).

4.4.3. Jesus Cristo
• Jesus Cristo foi gerado por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.35).
• Dizer que Jesus era casado, e que as Bodas de Cana da Galiléia foi a festa do seu próprio casamento, demonstra ignorância quanto à exegese de João 2.2. Muito mais que isto, constitui-se num abo­minável ultraje à Pessoa do Salvador Jesus Cristo.

4.4.4. A Igreja
• A Igreja foi estabelecida por Jesus (Mt 16.18).
• A Igreja está fundamentada em Jesus (Mt 16.16,18).
• A Igreja é vitoriosa sobre o inferno pelo poder de Jesus (Mt 16.18).
• A Igreja será salva da Grande Tribulação pelo poder de Jesus (Ap3.10).
• A Igreja será glorificada por Jesus (Ef 5.25-27).
É evidente que, durante séculos, a Igreja tem sofrido a perse­guição dos poderosos e a rejeição dos arrogantes, contudo, tem brilhado e triunfado.

4.4.5.  O BATISMO PELOS MORTOS
• Não há nenhuma referência na Bíblia, nem na história eclesi­ástica, quanto ao batismo pelos mortos, como uma prática da Igreja.
• A ênfase de Paulo em 1 Coríntios 15.29,30 é sobre a ressur­reição dos mortos, e não sobre o batismo pelos mortos. A referên­cia de Paulo a esse batismo praticado pelo paganismo é feita como represália àqueles que, a despeito de ensinarem a validade desse batismo, negavam a possibilidade da ressurreição.

4.4.6.  O MATRIMÔNIO
• Não obstante constituído por Deus, o matrimônio não chega a ser um sacramento divino.
• Os ressuscitados serão como os anjos, não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30).

4.4.7.  O CASTIGO ETERNO

• Se a interpretação mórmon quanto ao castigo dos ímpios é correta, então o gozo dos salvos não será eterno no verdadeiro sentido da palavra. Assim sendo, como explicar passagens como João 6.51; 1 João 2.17 e Mateus 25.46?

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